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sábado, 6 de outubro de 2018

NOVA PESQUISA CNT/MDA CONFIRMA SEGUNDO TURNO ENTRE HADDAD E O COISO

Os resultados da 140ª Pesquisa CNT/MDA mostram que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno para a eleição presidencial, com a disputa ocorrendo entre Jair Bolsonaro (PSL), citado por 36,7% (42,6% dos votos válidos), e Fernando Haddad (PT), citado por 24,0% (27,8% dos votos válidos). Assim como na última pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são os candidatos cujos eleitores se declaram como os mais decididos a confirmar o voto, com 90% para ambos nesse levantamento; a pesquisa é patrocinada por uma entidade 
empresarial, a Confederação Nacional dos Transportes

Do site da CNT – A 140ª Pesquisa CNT/MDA, divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) neste sábado (6), traz as preferências dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos e o limite de voto nos candidatos. 
 
A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-04819/2018.
 

Análise dos resultados 
 
Os resultados da 140ª Pesquisa CNT/MDA mostram que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno para a eleição presidencial, com a disputa ocorrendo entre Jair Bolsonaro (PSL), citado por 36,7% (42,6% dos votos válidos), e Fernando Haddad (PT), citado por 24,0% (27,8% dos votos válidos). Assim como na última pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são os candidatos cujos eleitores se declaram como os mais decididos a confirmar o voto, com 90% para ambos nesse levantamento.
 
Em simulação de segundo turno, Jair Bolsonaro venceria Fernando Haddad, caso a eleição fosse hoje, por 45,2% a 38,7%. Jair Bolsonaro também venceria Geraldo Alckmin e aparece em empate técnico contra Ciro Gomes. Fernando Haddad perderia para Ciro Gomes, em eventual segundo turno e aparece empatado com Geraldo Alckmin.
 
Jair Bolsonaro confirma a tendência de crescimento na reta final, liderando os cenários de primeiro turno e ultrapassando Fernando Haddad no segundo. A rejeição do petista, agora, é a maior de todos os candidatos.

Eleição presidencial 2018
 
1º turno: Intenção de voto ESPONTÂNEA
 
Jair Bolsonaro: 33,9%
Fernando Haddad: 20,4%
Ciro Gomes: 7,3%
Geraldo Alckmin: 4,1%
João Amoêdo: 1,8%
Henrique Meirelles: 1,2%
Marina Silva: 1,1%
Alvaro Dias: 1,1%
Outros: 1,8%
Branco/Nulo: 9,7%
Indecisos: 17,4%
 
1º TURNO: Intenção de voto ESTIMULADA - VOTOS TOTAIS
 
Jair Bolsonaro: 36,7%
Fernando Haddad: 24,0%
Ciro Gomes: 9,9%
Geraldo Alckmin: 5,8%
João Amoêdo: 2,3%
Marina Silva: 2,2%
Alvaro Dias: 1,7%
Henrique Meirelles: 1,6%
Cabo Daciolo: 1,3%
Guilherme Boulos: 0,3%
João Goulart Filho: 0,1%
Vera: 0,1%
José Maria Eymael: 0,1%
Branco/Nulo: 7,8%
Indecisos: 6,0%
 
1º TURNO: Intenção de voto ESTIMULADA – VOTOS VÁLIDOS
 
Jair Bolsonaro: 42,6%
Fernando Haddad: 27,8%
Ciro Gomes: 11,5%
Geraldo Alckmin: 6,7%
João Amoêdo: 2,7%
Marina Silva: 2,6%
Alvaro Dias: 2,0%
Henrique Meirelles: 1,9%
Cabo Daciolo: 1,5%
Guilherme Boulos: 0,4%
João Goulart Filho: 0,1%
Vera: 0,1%
José Maria Eymael: 0,1%
 
• A definição de voto é definitiva para: 90,2% dos eleitores de Jair Bolsonaro; 90,2% de Fernando Haddad; 66,2% de Ciro Gomes; 67,2% de Geraldo Alckmin; 70,2% de João Amoêdo e 63,6% de Marina Silva. 
 
2º TURNO: Intenção de voto ESTIMULADA
 
CENÁRIO 1: Jair Bolsonaro 41,9%, Ciro Gomes 41,2%, Branco/Nulo: 13,8%, Indecisos: 3,1%.
CENÁRIO 2: Jair Bolsonaro 45,2%, Fernando Haddad 38,7%, Branco/Nulo: 13,0%, Indecisos: 3,1%.
CENÁRIO 3: Jair Bolsonaro 43,3%, Geraldo Alckmin 33,5%, Branco/Nulo: 20,0%, Indecisos: 3,2%.
CENÁRIO 4: Ciro Gomes 40,9%, Fernando Haddad 31,1%, Branco/Nulo: 23,8%, Indecisos: 4,2%.
CENÁRIO 5: Ciro Gomes 46,1%, Geraldo Alckmin 24,4%, Branco/Nulo: 25,1%, Indecisos: 4,4%.
CENÁRIO 6: Fernando Haddad 37,0%, Geraldo Alckmin 34,3%, Branco/Nulo: 24,7%, Indecisos: 4,0%.
 
Limite de voto – Presidência da República
 
CIRO GOMES: é o único em quem votaria 6,7%; é um candidato em quem poderia votar 54,7%; não votaria nele de jeito nenhum 33,4%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 3,3%.
 
FERNANDO HADDAD: é o único em quem votaria 18,6%; é um candidato em quem poderia votar 24,0%; não votaria nele de jeito nenhum 53,2%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 2,4%.
 
GERALDO ALCKMIN: é o único em quem votaria 3,6%; é um candidato em quem poderia votar 45,4%; não votaria nele de jeito nenhum 46,9%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 1,7%.
 
JAIR BOLSONARO: é o único em quem votaria 30,0%; é um candidato em quem poderia votar 17,5%; não votaria nele de jeito nenhum 50,2%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 0,6%.

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/371291/Nova-pesquisa-CNTMDA-confirma-segundo-turno-entre-Haddad-e-Bolsonaro.htm



Juninho Pernambucano diz não entender jogadores de direita: “Vai apoiar Bolsonaro, meu irmão?”

Dizendo que, muitas vezes, um jogador que ainda está na ativa, tem que ter muita dedicação aos treinos e acaba se alienando, ele afirma que a consciência política dele se desenvolveu muito mais depois que parou de jogar

Em entrevista ao El País Brasil, o ex-jogador Juninho Pernambucano afirmou que acha inadmissível um ex-atleta não se posicionar sobre a situação do País. Dizendo que, muitas vezes, um jogador que ainda está na ativa, tem que ter muita dedicação aos treinos e acaba se alienando, ele afirma que a consciência política dele se desenvolveu muito mais depois que ele parou de jogar.
Segundo o ex-jogador, é “desesperador” ver pessoas apoiando intervenção militar. “Eu me revolto quando vejo jogador e ex-jogador de direita. Nós viemos de baixo, fomos criados com a massa. Como vamos ficar do lado de lá? Vai apoiar [Jair] Bolsonaro, meu irmão?”

Blog da Cidadania pode acusar pesquisas na Procuradoria Geral Eleitoral


Neste sábado, pesquisa Vox Populi dirá a verdade sobre pesquisas dos grandes grupos de mídia que têm adotado clara contemporização com Bolsonaro não por apreço a ele, mas por medo de o PT voltar ao poder e se vingar. Se as urnas desmentirem essas pesquisas antipetistas, o Blog da Cidadania não ficará inerte. O assunto terá que ser discutido na Procuradoria Geral Eleitoral.
Até o fechamento das urnas, no próximo domingo, todos saberemos se os trackings do PT e de outros partidos dizem a verdade ao não reproduzir o quadro pintado pelas pesquisas da grande mídia, que estão, claramente, preocupadas em “segurar” Haddad nas margens de erro ou, pior, bem além delas.
Há uma grande defasagem entre as pesquisas da mídia antipetista (Ibope, Datafolha, CNT/MDA…) e as sondagens dos partidos e de pesquisas independentes. A forte ascensão de Haddad foi interrompida bruscamente nessas pesquisas sem uma explicação plausível e sem corroboração das sondagens partidárias.
Agora, com o instituto Vox Populi trazendo números que contrários aos da grande mídia, só resta ver a quem as urnas darão razão. Se for às sondagens dos partidos e do Vox Populi, estará claramente indicada a ocorrência de um crime eleitoral de gravidade aumentada pela conjuntura social, econômica e institucional do país.
Chega o momento de cada um dos democratas deste país, seja de direita ou de esquerda, assumir suas responsabilidades diante do agigantar do nazifascismo no Brasil. E o Blog da Cidadania, mais uma vez, não se furtará ao seu dever. Se as urnas mostrarem que as pesquisas da mídia mentiram, haverá reação à altura: o Blog da Cidadania denunciará à Procuradoria Geral Eleitoral.

As polêmicas da campanha eleitoral de 2018



Nada provocou mais polêmica nessas eleições do que o atentado a faca contra o líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG).
O caso polarizou ainda mais a campanha, que se tornou um confronto entre um candidato que levou uma facada e outro que está na cadeia —o ex-presidente Lula, preso em Curitiba, impedido de concorrer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e substituído por Fernando Haddad (PT).
Em um ambiente tão emotivo e com programas de governo propositadamente evasivos, sobrou pouco espaço para discussões aprofundadas. Ainda assim, alguns assuntos provocaram vai e vem nos comitês dos candidatos.
O mais controverso foi a proposta de Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro, de criar um imposto sobre transações financeiras aos moldes da extinta CPMF.
Revelado por Mônica Bergamo, colunista da Folha, o caso levou Bolsonaro e seus assessores a uma corrida para conter o estrago e afastou Guedes de eventos públicos.
Os candidatos a vice-presidente também deram trabalho aos cabeças de chapa, particularmente o general Hamilton Mourão. Vice de Bolsonaro, Mourão criticou o 13º salário, propôs uma assembleia de “notáveis” para fazer nova Constituição e disse que famílias chefiadas por mães e avós são “fábricas de desajustados”.
Fernando Haddad foi outro que teve que se explicar por causa das declarações de correligionários. Condenado no mensalão e no petrolão, o ex-ministro José Dirceu disse que era “uma questão de tempo para o PT tomar o poder, o que é diferente de ganhar as eleições”.
Já Fernando Pimentel, candidato à reeleição em Minas Gerais, garantiu que Haddad daria um indulto a Lula, tirando o ex-presidente da cadeia.
Entre os próprios candidatos, o mais polêmico foi Ciro Gomes (PDT), já fiel ao seu estilo.
Começou a campanha eleitoral prometendo à população endividada “tirar seu nome do SPC”, o que lhe valeu nas redes sociais a alcunha de “pai Ciro”, em referência aos pais de santo do candomblé.

RECRIAÇÃO DA CPMF

O que foi Em uma reunião restrita com investidores, o economista Paulo Guedes, que deve comandar o Ministério da Fazenda caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, disse que vai recriar um imposto nos moldes da CPMF, que incide sobre transações financeiras.
Como ficou Quando a Folha noticiou a proposta, Bolsonaro e seus aliados tiveram que explicarque sua meta é reduzir a carga tributária. Guedes cancelou participação em uma série de eventos, mas Bolsonaro afirmou que ele “continua firme” na campanha.

FAMÍLIAS CHEFIADAS POR MULHERES SÃO FÁBRICAS DE DESAJUSTADOS

O que foi Em evento em São Paulo, Mourão afirmou que famílias chefiadas por mães e avós são “fábricas de desajustados” que fornecem mão de obra para o narcotráfico.
Como ficou Aliados de Bolsonaro pediram a Mourão para reduzir a agenda pública. O general diria mais tarde que fez uma “constatação” e que a imprensa “pega no seu pé”.

CRÍTICAS AO 13º SALÁRIO

O que foi Em palestra em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, o general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, disse que o 13° salário é uma “jabuticaba brasileira” e uma “mochila nas costas dos empresários”.
Como ficou Assim que a notícia foi publicada, Bolsonaro o desautorizou pelas redes sociais, dizendo que criticar o 13º é uma “ofensa a quem trabalha” e uma prova de “desconhecimento da Constituição”. Na semana seguinte, Mourão voltou a carga e disse que o 13º “prejudicava a todos”.

PT VAI TOMAR O PODER

O que foi Questionado pelo jornal El País se havia chance de o PT “ganhar, mas não levar as eleições”, o ex-ministro José Dirceu disse que era “improvável”, mas que, se ocorresse, “seria uma questão de tempo para a gente tomar o poder, o que é diferente de ganhar as eleições”.
Como ficou Depois da polêmica, Dirceu recuou e afirmou que sua fala foi “infeliz”.

INDULTO A LULA

O que foi Candidato à reeleição em Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) afirmou a líderes políticos na cidade de Teófilo Otoni que, se eleito, “Haddad assinará um indulto a Lula em seu primeiro dia de governo”.
Como ficou Haddad negou e afirmou que o ex-presidente “é o primeiro a dizer que quer o reconhecimento do Judiciário”. Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse que não via “problema nenhum” no indulto, mas que “respeitava a decisão” de Lula

NOVA CONSTITUIÇÃO

O que foi Em seu programa de governo, o PT propôs a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Mourão, vice de Bolsonaro, também falou em uma nova Constituição, mas por meio de uma “assembleia de notáveis”.
Como ficou Haddad baixou o tom e disse que seu programa cogita “criar condições” para uma Constituinte, “se o Congresso assim o desejar”. Mourão disse que “era sua posição pessoal, mas não refletia as ideias de Bolsonaro”.

TIRAR O NOME DE DEVEDORES DO SPC

O que foi No primeiro debate entre os candidatos, realizado pela TV Bandeirantes, Ciro Gomes (PDT) prometeu que “iria ajudar os 63 milhões de brasileiros endividados” a “tirar o seu nome do SPC” (Serviço de Proteção ao Crédito).
Como ficou Manteve a proposta e foi detalhando aos poucos. Disse que estimularia Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a refinanciar as dívidas, mas que só valeria para quem estivesse endividado até o momento em que falou sobre o assunto pela primeira vez.

REVOGAR A REFORMA TRABALHISTA

O que foi Kátia Abreu, candidata a vice-presidente de Ciro Gomes, disse que é “mito” que Ciro seja contra a reforma trabalhista aprovada no governo Michel Temer e que “ninguém vai desmanchar e destruir uma lei”.
Como ficou Ciro contradisse sua vice e disse que quer “revogar” a reforma trabalhista.

ZERAR O DÉFICIT PÚBLICO

O que foi Os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) prometeram zerar o déficit das contas públicas em dois anos. Jair Bolsonaro disse que resolveria o problema em um ano.
Como ficou As propostas foram consideradas pouco factíveis. Segundo a Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas, é muito difícil acabar com o déficit público até 2022.
Porte de arma
O que foi Geraldo Alckmin, do PSDB, passou a defender o porte de arma no campo. Ele disse que “se você mora isolado, vira alvo fácil”.
Como ficou Foi tentativa do candidato de manter o apoio da bancada ruralista, todavia, não adiantou. No fim da campanha, eles acabaram apoiando Bolsonaro.

CASAMENTO GAY

O que foi Em seu programa de governo, a candidata Marina Silva (Rede), disse que o direito ao casamento homoafetivo deve ser defendido por lei.
Como ficou Questionada sobre o assunto, a candidata, que é evangélica, esclareceu que não apresentaria uma lei para legalizar o casamento gay, mas apenas endossaria se os deputados a aprovassem.

ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA

O que foi Eduardo Jorge, candidato a vice-presidente na chapa de Marina, defendeu a promoção da alimentação vegetariana como uma “escolha ética, saudável e sustentável”
Como ficou A posição causou controvérsia entre os ruralistas.
Da FSP.
https://blogdacidadania.com.br/2018/10/as-polemicas-da-campanha-eleitoral-de-2018/

Nesta sexta-feira (5/10) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enviou um recado ao povo brasileiro:

Ao meu querido Povo brasileiro
Dia 6 de outubro é o meu aniversário oficial. Espero ganhar de presente no dia 07 de Outubro o voto do povo brasileiro no Haddad para Presidente. 
Haddad é 13 
Haddad e Lula 
Um grande abraço do Lula
Sem medo de ser feliz

Alvaro Dias gasta R$ 365 mil do Senado, mas nega recebimento de verba

Senador pelo Podemos, Alvaro Dias (PR) foi mais um dos pré-candidatos à Presidência da República sabatinados pelo programa Roda Viva, da TV Cultura. A Lupa conferiu algumas das frases ditas pelo político na última segunda-feira (04). Confira:
“[Não recebo] nem verba indenizatória”Alvaro Dias, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 4 de junho de 2018
FALSO
O que Álvaro Dias chamou de “verba indenizatória” é parte da Cota Para Exercício da Atividade Parlamentar, disciplinada pelo Senado em 2011. Pela norma, senadores do Paraná podem gastar até R$ 32.586,60 por mês em passagens aéreas e outras despesas de custeio do gabinete. Entre 2015 e 5 de junho de 2018, período da atual legislatura, Dias já gastou R$ R$ 365.893,19. Desses gastos, 95% (R$ 348.363,30) correspondem a passagens aéreas. Foram 343 bilhetes emitidos para o senador. Outros R$ 17.529,89 foram gastos com verbas de locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis. Veja aqui a lista completa dos gastos.
Atualização às 14h do dia 6 de junho de 2018: Procurada, a assessoria do senador Alvaro Dias ressaltou a diferença entre a Verba de Transporte Aéreo e a Verba Indenizatória. A primeira, de acordo com o Senado, “equivale a cinco trechos, ida e volta, da capital do estado de origem a Brasília e é baseado na tarifa cheia ‘Y'”. Já a segunda é disciplinada por um ato da Comissão Diretora do Senado, de 2003 e corresponde aos gastos com “aluguel – de imóvel, de veículos ou de equipamentos –, com material de expediente para escritório, com locomoção e com outras despesas diretas e exclusivamente relacionadas ao exercício da função parlamentar”. As duas, somadas, são a Cota Para Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), mencionada anteriormente pela Lupa.
Corretamente, a assessoria afirma que Dias usou  a verba indenizatória – parte da CEAPS – pela última vez em fevereiro de 2017. Foi uma despesa de R$ 504,50 no Hotel Quality Sun Valley de Marília, cidade de São Paulo (veja o levantamento completo sobre os gastos do senador desde 2015 aqui). Além disso, de fato, o senador do Podemos é um dos que não recebem o benefício do auxílio-moradia (de R$ 5.500). Mas, como ressaltado pela Lupa, apesar de ter parado de usar essa verba desde lá, na atual legislatura, o senador recebeu mais de R$ 17 mil em verba indenizatória. 

“Nunca recebi, em 27 anos, nenhum centavo da aposentadoria de ex-governador”Álvaro Dias, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 4 de junho de 2018
VERDADEIRO, MAS
Álvaro Dias governou o Paraná entre 1987 e 1991 e, de fato, não recebeu o benefício previsto em lei para quem já ocupou esse cargo. Mas, em abril deste ano, a Lupa lembrou que Dias não só solicitou o benefício como também o valor retroativo referente a seu período à frente do estado. Caso o pedido tivesse sido aceito, o senador teria recebido um total de R$ 1,6 milhão – verba que iria para “instituições de caridade”. À Lupa, Dias disse que desistiu do pedido após a repercussão negativa que enfrentou. Durante o Roda Viva, o senador afirmou que teve “a humildade de recuar após ter seu gesto mal interpretado”.

“O FMI pesquisou cerca de 90 países, e 50 deles adotam uma política de teto de gastos”Alvaro Dias, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 4 de junho de 2018
EXAGERADO
O relatório citado por Dias se chama Fiscal Rules at a Glance. Foi publicado em 2015 e atualizado em 2017. Nele consta um resumo de regras de controle fiscal em 96 países e a informação de que em 36 deles há ou houve – em algum período desde 1985 – algum tipo de limite de gastos, chamado no relatório de “expenditure rules”. Esses limites podem ser permanentes ou temporários.
Entretanto, o critério do FMI para limite de gastos também inclui limitações parciais. Por exemplo, a própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) brasileira, vigente desde 2000, já continha esse tipo de regra, por causa da limitação de gastos com pessoal nos estados e municípios. Além disso, o levantamento inclui também limites impostos por acordos políticos, mesmo que não haja uma previsão legal para isso.
Procurado, Álvaro Dias não retornou.

“Um dólar investido na educação infantil significa um retorno de US$ 6 a US$ 7”Álvaro Dias, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 4 de junho de 2018
VERDADEIRO
No estudo “Investir no desenvolvimento na primeira infância: Reduzir déficits, fortalecer a economia”, o americano James Heckman, prêmio Nobel de Economia, de fato calcula um retorno estimado de US$ 7 para cada dólar investido na educação da primeira infância. De acordo com o economista, até os seis anos de idade o cérebro se desenvolve de maneira mais rápida e tem maior capacidade de absorção. Uma análise feita com crianças carentes inscritas em programas de Educação Infantil demonstrou um aumento da escolaridade e do desempenho profissional posterior. O retorno está na redução dos custos com reforço escolar, saúde e gastos do sistema de justiça penal.

“55 mil autoridades têm direito a esse privilégio [foro especial por prerrogativa de função] hoje no Brasil”Alvaro Dias, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 4 de junho de 2018
VERDADEIRO
Um estudo da consultoria legislativa do Senado mostrou que existem 54.990 autoridades com “foro especial”. São pessoas que, graças aos cargos que ocupam, não são julgados pela “justiça comum”, ou seja, por juízes de primeira instância. O levantamento do Senado mostra que, embora diversos países concedam algum tipo de foro especial para autoridades, o Brasil se destaca devido ao grande número de cargos que conferem esta imunidade a seus ocupantes. Bahia, Rio de Janeiro e Piauí são os estados em que há maior número de cargos que garantem foro especial: esse número chega, respectivamente, a 4.880, 3.194 e 2.773. Na Bahia, por exemplo, estado recordista, vereadores e secretários estaduais têm direito a foro especial.

“Ele [Joel Malucelli] não deve integrar nenhuma dessas empresas [de comunicação]. Ele se afastou delas há um bom tempo. Transferiu [o comando das empresas] exatamente para exercer atividade pública”Álvaro Dias, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, no dia 4 de junho de 2018
VERDADEIRO, MAS
Eleito primeiro suplente de Álvaro Dias no Senado em 2014, Joel Malucelli (PR) é fundador do grupo J Malucelli, um dos principais conglomerados de empresas do Paraná – atualmente são 86 em diversas áreas. Segundo entrevista dada em 2017 por ele mesmo à rádio CBN de Curitiba – que pertence ao grupo de empresas – a J. Malucelli é administrada por seu filho Alexandre desde meados de 2012. Em nota, o grupo informou que Joel se desligou do comando do conglomerado em dezembro de 2012.
Mas vale destacar que, em março deste ano, o grupo J Malucelli entrou no mira de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A Operação Buona Fortuna, 49ª fase da Operação Lava Jato, apontou que a J. Malucelli Construtora, empreiteira do grupo, foi uma das que teria feito pagamento de propina nas obras da hidrelétrica de Belo Monte. Nesta semana, outra empresa do conglomerado, do setor de energia, foi mencionada por um delatordentro das Operações Sépsis e Cui Bono, que apuram desvios na Caixa Econômica Federal. Em nota, a J Malucelli Construtora negou qualquer pagamento indevido nas obras da Usina de Belo Monte. Já a J Malucelli Energia informou que as declarações do delator a respeito de irregularidades supostamente cometidas pela empresa são “levianas e contraditórias”.
O suplente do senador e a J. Malucelli Infraestrutura, uma das empresas do grupo, foram, respectivamente, o maior e o segundo maior doador individual da campanha de Dias ao Senado, em 2014. Ele, como pessoa física, doou R$ 745 mil e a empresa doou outros R$ 511 mil. Juntas, as doações representam 43% da receita declarada pela campanha ao Tribunal Superior Eleitoral.
Procurado, Álvaro Dias não retornou.

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