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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Dez notícias falsas com 865 mil compartilhamentos: o lixo digital do 1º turno As 10 notícias falsas mais populares contra o PT e a favor de Bolsonaro que circulam na rede

Por The Intercept Brasil


Após anos penando com uma grave crise econômica e política, o país chega ao fim do primeiro turno da eleição presidencial mais violenta da história da nova república. Facada, tiros, mentiras em proporções inimagináveis e um completo desrespeito às leis marcaram o período de campanha eleitoral. O Brasil virou um faroeste.
As urnas confirmaram as pesquisas que colocavam Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Qualquer que seja o resultado final, a certeza é de que tempos ainda mais sombrios estão por vir. Bolsonaro passou a campanha inteira avisando que não aceitaria qualquer resultado que não fosse a sua vitória. Aceitar a derrota nas urnas é um pressuposto elementar da democracia, algo que Bolsonaro sempre fez questão de desprezar. Caso seja vitorioso, bem, não precisa ser vidente para saber como serão as coisas. As pistas foram dadas por sua campanha. Será um governo trágico sob qualquer ponto de vista de qualquer democrata.
Parte relevante do judiciário brasileiro e integrantes do Ministério Público abandonaram os preceitos básicos de suas funções e entraram de sola no jogo eleitoral. Há uma infinidade de casos que atestam esse disparate. A começar pelo descaramento com que Lula foi alijado da disputa. Ele era o candidato preferido dos brasileiros, com chances de ganhar no primeiro turno. O TRF-4 trabalhou com a agenda eleitoral debaixo do braço, atropelando todos os ritos jurídicos possíveis e imagináveis com o intuito claro de impedir sua candidatura. E não se trata de opinião dizer que o Judiciário atuou para influenciar as eleições, mas da realidade dos fatos. Enquanto outras oito determinações de prisão de réus da Lava Jato do Paraná levaram entre 18 e 30 meses para serem expedidas, a de Lula levou apenas nove
O judiciário influenciou esta eleição especialmente na reta final. Toffoli e Fux driblaram as regras internas do STF e rasgaram a Constituição para impedir que a Folha entrevistasse Lula na prisão, em um caso evidente de censura prévia à imprensa. Na mesma semana, Toffoli aproveitou também para chamar o golpe militar de “Movimento de 64″ — um rebatismo que envergonha qualquer democrata e enche de orgulho qualquer cabo eleitoral de Bolsonaro.
Faltando poucos dias para a eleição, às vésperas do debate da Globo, Sérgio Moro resolveu quebrar o sigilo da delação de Antonio Palocci — aquela que havia sido rejeitada pelo MP por falta de provas. As sucessivas ações estratégicas de Sérgio Moro, com evidente intenção política, não espantam mais ninguém. Quem ousará contestar o juiz de primeira instância que, assim como Bolsonaro, se tornou um dos heróis dos nossos tempos?
Integrantes do Ministério Público também militaram firme nessa eleição. A três dias da eleição, na boca da urna, o MPF pediu a condenação de Lula na ação penal envolvendo o Instituto Lula. O procurador do Power Point Deltan Dallagnol não viu problema em divulgar nas suas redes o site Ranking dos Políticos, uma plataforma que supostamente ajuda a escolher candidatos que não estão envolvidos em corrupção, mas que, como já contei aqui nesta coluna, usa critérios que colocam apenas políticos de direita nas primeiras posições do ranking. A TV Band chegou a veicular uma propaganda do ranking nas vésperas da eleição.
Tudo isso seria tratado como escândalo em qualquer democracia séria, mas nós já estamos acostumados com esse faroeste tropical. Boa parte da mídia, inclusive, trata com naturalidade esse ativismo judicial. O fato inegável é que esse conjunto de ações por parte do Judiciário e do MP na reta final favoreceram de algum modo a candidatura Bolsonaro. Parece que a Lava Jato tem um candidato para chamar de seu. Não deve ser à toa que Marcelo Bretas curte os posts de Bolsonaro, enquanto a esposa de Moro faz uma militância bolsonarista velada, que não engana nem os mais bobinhos.
Major Olímpio, braço direito de Bolsonaro, deputado federal e candidato ao Senado pelo PSL, estava preparando um golpe em conluio com um juiz federal para que as urnas eletrônicas fossem recolhidas na véspera da eleição. O secretário popular de Olímpio propôs uma ação popular questionando a segurança das urnas e pedindo que “seja declarado inválido o atual sistema de votação”. O juiz que participou da armação chegou a ir ao Quartel General do Exército em Brasília para explicar como seria o plano aos militares. O golpe foi descoberto, e o juiz afastado pelo Conselho Nacional de Justiça. O caso era para ter sido tratado como um gravíssimo atentado contra a democracia, mas passou apenas lateralmente na grande imprensa. Em nome de uma suposta neutralidade, boa parte do jornalismo se omitiu diante de tantos absurdos e deixou de defender a democracia. Nós estamos mesmo nos acostumando com isso.
Empresários não pensaram duas vezes antes de descumprir a lei para conseguir votos para o candidato do PSL. Além do caso explícito do dono da Havan, que constrangeu seus funcionários e praticamente os obrigou a votar em Bolsonaro, há diversos outros relatos de prática de voto de cabresto por parte de empregadores em todo o país. Parece que a lei no Brasil existe para ser descumprida. É admirável que o principal argumento desses empresários para apoiar Bolsonaro seja o combate à corrupção.
Depois de ficar um tempo estagnado nas pesquisas, Bolsonaro voltou a crescer a partir do último fim de semana. Ao que parece, essa retomada de crescimento das intenções de voto se deve à intensificação das fake news no WhatsApp — que virou uma espécie de deep web brasileira — e também ao apoio de Edir Macedo, que colocou as igrejas para pedir voto para Bolsonaro e mobilizou a TV Record em seu favor.
Boatos sempre existiram em tempos de eleição, mas a forma com que a candidatura de Bolsonaro se dedicou a isso difere de qualquer outra coisa que já vimos no Brasil. Tendo a campanha de Donald Trump como referência, a campanha bolsonarista não apenas alimentou indiretamente a indústria de fake news contra os adversários, mas os próprios integrantes da campanha foram porta-vozes das notícias falsas, sem nenhum constrangimento de mentir publicamente.
Carlos Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o TSE enviou os códigos de segurança das urnas eletrônicas para a Venezuela, colocando uma nuvem de dúvida na cabeça do eleitor sobre a lisura da votação. O filho de Bolsonaro teve tanta certeza da impunidade que nem apagou a mentira. No dia da votação, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo que mostrava uma urna votando automaticamente em Haddad. No debate da Rede TV, o senador Magno Malta falou em rede nacional que o filho de Lula é proprietário de uma lancha R$ 32 milhões enquanto falava sobre corrupção. Não estamos falando apenas de robôs virtuais contratados para espalhar mentiras, mas da própria campanha do Bolsonaro que faz isso de forma pública, sem disfarces. São políticos com mandato, candidatos à reeleição, que mentem com a intenção de prejudicar adversários e desestabilizar a democracia.
Um levantamento da Agência Lupa aponta que as 10 notícias falsas mais populares tiveram juntas 865 mil compartilhamentos no Facebook desde agosto. Todas elas são a favor de Bolsonaro ou contra seus concorrentes. Portanto, parece que não houve uma guerra de disseminação de boatos entre as candidaturas, mas um massacre por parte da campanha do candidato do PSL.
O TSE, que devia zelar pela credibilidade do processo eleitoral, se calou diante de todos esses absurdos. Em junho deste ano, o presidente do tribunal Luiz Fux anunciou que seria implacável com os boatos durante a campanha: “Por que fiscais podem tirar propagandas infamantes do meio da rua e nós não vamos combater as fake news? Ninguém tem liberdade de expressão para publicar notícia falsa que cause dano irreparável a uma candidatura”. Ao que parece, o próprio anúncio se trata de uma fake news, já que pouco ou quase nada foi feito para impedir a pororoca de mentiras desta eleição. À época, Fux disse ainda que a eleição poderia ser anulada se ficasse comprovado que “ela foi objeto de massificação de fake news”. Não há dúvidas que ela foi, mas é mais fácil acreditar na declaração de bens de Bolsonaro para a justiça eleitoral do que na anulação do pleito.
Fux foi um leão para impedir a entrevista de Lula, mas dificilmente repetirá a postura quando for tratar da indústria de mentiras que influenciaram o processo eleitoral. É que, ao que parece, nossos togados interpretam a Constituição “em sintonia com o sentimento social”, como diria Barroso. E nós sabemos qual é o espírito dos nossos tempos.
Bolsonaro começou a campanha isolado politicamente, mas terminou o primeiro turno agregando forças importantes da sociedade. A possibilidade cada vez mais real de uma vitória trouxe muita gente para o seu barco. Bolsonaro não é mais o bufão solitário que conta apenas com apelo popular e de meia dúzia de militares. As forças conservadoras que gravitavam em torno do PSDB migraram para ele.
O establishment aos poucos foi abraçando o candidato do antiestablishment. Basicamente as mesmas forças que se uniram para apoiar o golpe de 1964 estão hoje ao lado de Bolsonaro. Fiesp, mercado financeiro, igrejas, Forças Armadas e setores da mídia estão apoiando a candidatura que se vendia como a única com condições morais de lutar contra tudo-o-que-está-aí. É mais uma fake news. Bolsonaro é, entre todos os candidatos, o que tem a carreira política mais marcada pelo fisiologismo. O cara que se apresenta hoje como o messias que nos livrará do fantasma do comunismo já defendeu Hugo Chávez, apoiou um comunista no comando das Forças Armadas e já pediu voto para Ciro e Lula. Tudo em nome de interesses partidários. Trata-se de uma farsa com alto potencial para destruir o que resta da nossa já combalida democracia.

Veja a lista completa das 10 fake news que mais tiveram compartilhamentos na rede






Dez notícias falsas com 865 mil compartilhamentos: o lixo digital do 1º turno

por CRISTINA TARDÁGUILA E CHICO MARÉS
07.OUT.2018 | 09H00 |

Foi colossal o volume de notícias falsas nas sete semanas do primeiro turno das eleições 2018. Dentro do Facebook, rede social em que os checadores profissionais conseguem atuar, marcando como falsos alguns dos conteúdos de má qualidade ali encontrados, os números mostram o tamanho do lixo digital do primeiro turno. Um cenário alarmante que tende a se agravar com a polarização que se anuncia para os próximos dias.
Levantamento feito pela Agência Lupa mostra que as 10 notícias falsas mais populares flagradas por seus checadores desde o mês de agosto tiveram juntas mais de 865 mil compartilhamentos no Facebook. Para se ter uma ideia, o volume é duas vezes superior ao número de compartilhamentos registrado pelo polêmico post que o Ceticismo Político fez sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) após a sua morte – e que acabou sendo retirado do ar pelo Facebook quando tinha 360 mil shares.
Estamos falando de um mar de informações truncadas que misturam fotos toscamente adulteradas, com textos maliciosos e mal escritos, vídeos antigos postados com legendas mentirosas que atestam se tratar de gravações recentes. Tudo – tudo mesmo – para enganar o eleitor e dividir ainda mais o Brasil que vai às urnas neste domingo (7).

Vídeos repostados em busca de popularidade

Na lista das três maiores mentiras flagradas pela Lupa no Facebook, duas se baseiam nesta lógica: dos vídeos velhos, sem qualquer adulteração, que são repostados fora de contexto. Em primeiríssimo lugar, com 238 mil shares e ainda circulando na rede social, está uma gravação feita em Campinas (SP) durante a partida do Brasil contra a Sérvia pela Copa do Mundo deste ano. O post traz a seguinte frase: “Ato em Campinas em prol da saúde do presidente Jair Messias Bolsonaro”. Só que não. A multidão de verde, amarelo e azul está mesmo é torcendo pela seleção em campo.
Em terceiro lugar no ranking das fakes mais pops, outro vídeo fora de contexto – também relacionado ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Em março de 2015, uma multidão foi à Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para se manifestar contra a então presidente Dilma Rousseff. Gritavam o lema “eu vim de graça” e acompanhavam o carro de som do movimento Vem pra Rua. No último sábado (28), a gravação voltou ao Facebook com a seguinte legenda: “Olha Copacabana como está agora!!! Manifestação *#Elesim*”, em referência às manifestações de apoio a Bolsonaro. Até o último dia 3 tinha 90 mil compartilhamentos, mas é falsa igual nota de R$ 3.

Fotos adulteradas

Em segundo lugar, com 219,8 mil compartilhamentos, ficou uma foto adulterada preocupante, uma imagem que tomou o layout do portal G1 para espalhar, de forma maliciosa, a seguinte notícia falsa: “Jean Wyllys confirma convite de Haddad para ser ministro da educação em eventual governo do petista”.
O requinte dessa mentira chocou até mesmo os profissionais da checagem. Ela trazia até a assinatura de um ex-jornalista do portal de notícias da Globo. Mas tanto o deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro quanto Fernando Haddad, nome do PT para o Palácio do Planalto, negaram esse convite em nota. Isso sem falar na Folha de S.Paulo, que informou que o repórter citado na fake news agora trabalha em sua redação e jamais poderia assinar um conteúdo para o G1.
Para continuar na linha das imagens truncadas, ainda vale mencionar a oitava e a décima notícias falsas do ranking. Ambas consistem em fotos adulteradas. Com 33,8 mil shares e ainda ativa no Facebook, está a imagem de homens armados mostrando um cartaz de papelão onde se lê “Bolsonaru é bala. CV”. O próprio candidato do PSL chegou a compartilhar essa informação – e depois deletou. Ferramentas de checagem online mostram que há versões dessa foto na web desde 2016, pelo menos, e que esse cartaz nunca esteve lá.
Da mesma forma foi adulterada a camiseta do homem que foi agredido por petistas na fotografia que até a última quarta-feira já tinha sido compartilhada 24 mil vezes no Facebook com a legenda “Estão intimidado pessoas que estão adesivando os carros com apoio a Bolsonaro”. A foto foi feita em 2015, num protesto sobre a Petrobras. É fato que militantes com camisetas do PT agrediram um indivíduo. Mas ele usava uma camiseta branca – não uma com a bandeira do Brasil – e não militava em favor do candidato do PSL.

Teorias da conspiração

A exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos – onde a expressão “cheese pizza” foi traduzida como “child pornography”, dando caminho ao “pizzagate de Hillary Clinton (um dos maiores casos de fake news das eleições de 2016) -, aqui no Brasil as teorias da conspiração perturbaram as redes sociais. Encheram os celulares e os WhatsApps com dados de péssima qualidade.
Somando o número de compartilhamentos do texto falso que dizia que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu os códigos das urnas eletrônicas para os venezuelanos com o daquele que via na prisão do vice-presidente da Guiné Equatorial em Viracopos (SP) uma conexão com apoio do BNDES perdoado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chega-se a 135 mil compartilhamentos mentirosos. Acredita?
Essas são as únicas duas fake news em formato de texto a entrar no top 10. O que deve nos fazer pensar um pouquinho… Mas que fique registrado aqui: o TSE não deu código nenhum para a Venezuela, assim como o BNDES não apoiou grandes obras na Guiné Equatorial. Pode tê-lo feito para a Guiné… Bissau!

Questões morais e famosos

Para concluir, é preciso citar dois tipos de notícias falsas que me preocupam. O primeiro é os que lidam com questões morais e de cunho sexual, que insistem em proliferar no Brasil. Foi assim com a atriz Patrícia Pillar e Ciro Gomes, candidato do PDT ao Palácio do Planalto, que tiveram uma notícia falsa sobre uma agressão dele a ela – que não aconteceu – compartilhada mais de 35 mil vezes no Facebook. Também foi o caso do post-foto que atribuiu a Fernando Haddad uma longa fala falsa, na qual ele diria que cabe ao Estado decidir se uma criança será menino ou menina. O conteúdo teve 51 mil shares e levou o TSE a determinar sua retirada da rede.
O último grupo de fake news que nos preocupa apareceu já na última terça-feira de campanha. Tem a ver com falsos apoios públicos. Num Brasil onde a educação não é prioridade, o voto pode se dar a partir do que dizem os famosos, os influenciadores. Então, que fique aqui registrado. O jornalismo já flagrou alguns fake-endorsements: o padre Marcelo Rossi não declarou apoio a Jair Bolsonaro. O Boatos.org e o G1 mostraram isso em 14 de setembro. O apresentador José Luiz Datena também não. O vídeo que circula no Facebook foi editado e recebeu uma marca d’água do PSL.

As 10 maiores notícias falsas flagradas pela Lupa no 1º turno:(Fonte: Third Party Fact-Checking Project, até 3/10/2018)

1 ‘Ato pela saúde de Bolsonaro em Campinas’ x jogo da Copa do Mundo238,3 mil shares
2 Fernando Haddad convida Jean Wyllys para ser ministro da Educação219,8 mil shares
3 ‘Manifestação do #elesim em Copacabana’ x Protesto feito em março de 2015, contra Dilma Rousseff (Vem pra Rua)90,9 mil shares
4 TSE deu códigos das urnas eletrônicas para os venezuelanos x Edital foi cancelado78,4 mil shares
5 Guiné Equatorial recebeu do BNDES e Lula perdoou x BNDES apoiou Guiné Bissau57,2 mil shares
6 Haddad diz que estado decide se crianças serão meninos ou meninas x TSE mandou retirar conteúdo51,8 mil shares
7 ‘Vídeo de Datena apoiando Bolsonaro’ x Datena apoia Geraldo Alckmin35,3 mil shares
8 Imagem de traficantes com cartaz sobre Bolsonaro x Imagem é antiga e não tem cartaz33,8 mil shares
9 ‘Patrícia Pillar diz que Ciro a agredia’ x atriz nega em vídeo35,4 mil shares
10 ‘Homem com camiseta do Brasil apanha por botar adesivos de Bolsonaro’ x Homem com camiseta branca apanha em manifestação sobre Petrobras24,2 mil shares
*Este artigo foi publicado na edição digital da revista Época.
Editado por: Natália Leal

O QUE HADDAD FEZ COMO PREFEITO DE SÃO PAULO?





O QUE HADDAD FEZ COMO PREFEITO DE SÃO PAULO?

FONTES:
Mapeamento de obras > https://tinyurl.com/jl9kk57
Prêmios da ONU > https://tinyurl.com/y9kzpghz
Ministro da Educação > https://tinyurl.com/ybbafsoo

1- Construiu 3 UPAs e deixou 12 em construção, antes de sua gestão, São Paulo não possuía nenhuma;
2- Recuperou mais de R$ 278 milhões desviados em esquemas corrupção para o cofre da cidade;
3- Construiu 33 hospitais Dia da Rede Hora Certa;
4- Construiu 3 hospitais gerais;
5- Construiu mais de 400 creches, a ponto de quase zerar a fila de espera;
6- Construiu universidade nos CEUs com o UniCEU;
7- Criou um órgão de auditoria independente;
8- Deu passe livre a 700 mil estudantes; (eu mesmo utilizei e agora não tenho mais acesso ao benefício)
9- Reduziu a dívida do município para MENOS DA METADE, sendo o primeiro prefeito da história da cidade a entregar uma dívida menor do que recebeu.
10- Levou a Virada Cultural para periferia;
11- Aumentou o Piso Salarial dos professores;
12- Acabou com a máfia do ISS;
13- Primeiro Plano Municipal de Cultura da cidade;
14- Reduziu as mortes no trânsito, com medidas como a redução de velocidade nas marginais;
15- Mais de 140 praças com Wi-Fi;
16- Aprovou o plano diretor, premiado internacionalmente e elogiado pela ONU;
17- Construiu mais de 400km de corredores e faixas de ônibus;
18- Entregou 400km de ciclovias;
19- Centenas de ônibus com Wi-fi, ar-condicionado, carregador de celular e de bilhete único;
20- Bilhete Único Mensal;
21- Sancionou a lei que obriga a inclusão de alimentação orgânica nas merendas das escolas municipais;
22- Instalou Fab Labs na cidade, oferecendo à população acesso a computadores com internet e impressoras 3D, além de professores para ensinar como operar os equipamentos.

O QUE FERNANDO HADDAD FEZ COMO MINISTRO DA EDUCAÇÃO?

23- Criou o Programa Universidade para Todos (ProUni), democratizando o acesso à universidade para estudantes de baixa renda e inseriu mais de 1,5 milhão de jovens no ensino superior;
24- Fortaleceu o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies);
25- Criou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para avaliar a qualidade do ensino nas escolas públicas no país;
26- Foi aprovada a Lei nº 11.738/2008, que fixou um piso salarial para todos os professores de escolas públicas da educação básica;
27- Expandiu e interiorizou o ensino superior;
28- Criou 18 novas universidades federais;
29- Criou 173 campus universitários;
30- Criou 360 unidades dos institutos federais;
31- Implementou o Enem e posteriormente o Sisu;
32- Em 10 anos, entre 2001 e 2010, o crescimento no número de matrículas no ensino superior foi de 110%;
33- O número de alunos entre 2003 a 2014 aumentou de 505 mil para 932 mil;
34- Lancou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), por meio do PDE, houve a expansão de creches, pré-escolas e escolas técnicas;
35- Pelo PDE, houve a ampliação do número de vagas nas universidades federais e a formação de mestres e doutores, atingindo a marca 11 mil doutores formados e 30 mil mestres;
36- No que se refere ao analfabetismo, houve queda de 11% para 8,6% entre 2005 e 2011.


Bolsonaro vira piada nos EUA; envergonhando o Rio de Janeiro e o Brasil... além da Raça Humana!!


O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) virou piada nos Estados Unidos, e o comediante nem precisou se esforçar muito. O quadro foi ao ar no programa Last Week Tonight(Semana passada esta noite) de John Oliver.
O vídeo mostra que Bolsonaro é membro do Congresso desde 1991 e é conhecido por suas visões racistas, homofóbicas, misóginas e não democráticas,
“Ofensivo para a maioria das pessoas, a sua natureza de falastrão gerou a comparação de que ele seria o Trump brasileiro.” Afirma o apresentador comediante.
Confira o vídeo com legendas publicado por Dilney Winter no  Facebook.
https://www.facebook.com/dilney.winter/videos/1882523601864002/


Bolsonazi e o fascismo do século 21

O ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em 2013, costumava evocar a ideia loquaz de um “socialismo do século 21”. Embora mobilizador, o termo teve sempre algo vago. No que consistiria, afinal, um modelo de socialismo para o novo século? Que aproximações e distanciamentos guardaria em relação às disposições clássicas do mesmo projeto político?

Por Fábio Palácio*


Indagações semelhantes são dirigidas, hoje, a movimentos e atores do lado inverso do espectro ideológico. Em contexto de avanços da extrema-direita, cujo paradigma é a eleição de Donald Trump, um debate ganha força: pode-se, em casos como esse, falar em fascismo? Que relação haveria entre os movimentos autocráticos na Europa do século 20 e as tendências de ultradireita que irrompem no século 21, impulsionadas por uma das mais graves crises econômicas da história?

A depressão econômica conduz a uma situação curiosa. Embora contribua para a denúncia do que o Nobel de Economia J. Stiglitz chama de “fundamentalismo de mercado”, a crise fortalece em todo o mundo, paradoxalmente, as políticas de austeridade. Também fomenta falsas soluções — muitas delas com apelo à violência — e respostas defensivas como o ódio, a intolerância, a xenofobia e o racismo.

A ascensão de Jair Bolsonaro é o Brasil nesse panorama. Sua candidatura à Presidência é filha dileta da crise — não só a econômica, mas também a correlata crise política que se abate sobre o Brasil desde 2013. Como Trump, Bolsonaro projeta-se explorando uma situação descrita como falência da democracia, resultado do esgarçamento das instituições políticas, capturadas pelo poder econômico, distanciadas da população, afundadas na corrupção e na burocracia. 

Num quadro de esvaziamento da política, o candidato neoconservador desdenha das mediações partidárias, como se vê logo em sua aliança. Prefere as mediações de cunho midiático, facilitadas pelas novas possibilidades abertas com as redes sociais. Vai conseguindo, dessa maneira, transformar em força eleitoral o próprio descrédito para com os partidos e a política.

Se tiver êxito, não terá sido a primeira vez que acontece. Nos primórdios do século 20, na Itália — país que conserva importantes paralelos com o Brasil —, a nomeação de Benito Mussolini como primeiro-ministro resultou de grave crise do regime liberal. O pensador italiano Antonio Gramsci — um dos primeiros a refletir sobre a gênese e os significados da experiência fascista — situa as origens da crise política italiana na Primeira Grande Guerra. Esta, por sua vez, teria raízes na crise econômica, que já era latente antes do Crash de 1929. “Todo o após-guerra é crise, com tentativas de remediá-la que às vezes têm sucesso neste ou naquele país [...] A própria guerra é uma manifestação da crise”, diz o autor nos Cadernos do Cárcere (Einaudi, 1975).

Na Península Itálica, as sequelas da Guerra evoluíram para o que Gramsci chamou de crise orgânica: a ruptura entre as classes sociais e suas representações tradicionais. É característica desse tipo de crise a falência total ou parcial do sistema político-partidário. Essa situação abre espaço para a atuação política de outros tipos de instituições. Reforça-se o poder da burocracia, dos tribunais, da finança, dos meios de comunicação, das igrejas. Diz Gramsci: 

“A certo ponto de sua vida histórica os grupos sociais se destacam de seus partidos tradicionais [...] Os homens determinados que os constituem, os representam e os dirigem não são mais reconhecidos como expressão de sua classe [...]. Quando essas crises se verificam, a situação imediata torna-se delicada e perigosa, porque o campo é aberto às soluções de força, à atividade de poderes sombrios representados pelos homens providenciais ou carismáticos.”
O fascismo irrompe, nessa perspectiva, como alternativa conservadora para a solução da crise orgânica que colocava em xeque a hegemonia burguesa na Itália, no após-guerra. Essa visão é corroborada por outro autor de extração marxista, o peruano J. C. Mariátegui. Em Biología del Fascismo (Lanús Oeste, 2012), ele observa que os ressentimentos pela participação da Itália na Primeira Guerra criaram um clima favorável à reação conservadora. A guerra deixou como herança um rastilho de mágoa e decepção. Esse caldo de cultura ganhou corpo, em primeiro plano, na classe média rural e urbana. Ela “sentia-se distante e adversária da classe proletária [...] Não lhe perdoava os altos salários, os subsídios do Estado, as leis sociais que, durante a guerra e depois dela, havia arrancado ao medo da revolução. [...] Esses maus humores da classe média encontraram guarida no fascismo”.

A base social do fascismo tinha o mesmo diapasão das camadas médias. Eram intelectuais, estudantes, oficiais, nobres, empresários, camponeses e, mesmo, operários. Essa heterogeneidade refletiu-se no caráter nebuloso de sua orientação política e ideológica, que tinha o prodígio de mesclar liberalismo, nacionalismo, militarismo e, mesmo, sindicalismo — tudo salpicado com ingredientes utópicos. Com essa orientação contraditória, o fascismo jamais alcançou um programa coerente. 

O que temos na Itália dos 1920 é muito mais um conjunto de impulsos políticos que não consegue articular-se em programa. Não consegue e, na verdade, também não ousa: por inconfessável que é, a ideologia fascista tem dificuldade em mostrar-se por completo. Revela-se, quando muito, em lusco-fusco. Vem daí o pendor pragmático de um Mussolini, que declarava: “Afinal, de que importa saber o conteúdo teórico de um partido? O que lhe dá força e vida é sua tonalidade, é sua vontade, é a alma daqueles que o constituem”.

As palavras do duce revelam uma característica marcante desse movimento político. A exposição de motivos de fundo, articulados em sistema de ideias e valores, não é seu ponto forte. Não estamos diante de um movimento que apela para a razão. O que vemos são menos arrazoados consistentes do que palavras de ordem e ações concretas, embora na maioria das vezes desconexas. Nos termos de Mariátegui, “não se trata de um fenômeno cerebral; trata-se de um fenômeno irracional” (2012, p. 24).

Por conta desse caráter intuitivo, o fascismo não pode abrir mão de grandes agitadores. Seus líderes são figuras teatrais e carismáticas, talhadas para mexer com brios e vontades. Na Itália, Mussolini revelou-se o homem certo para esse papel. Mariátegui o descreve como um tipo “volitivo, dinâmico, italianíssimo, singularmente dotado para agitar massas e excitar multidões”.

Quando da nomeação do duce como premier, em 1922, o Partido Nacional Fascista (PNF) não possuía maioria no Parlamento. Isso só ocorreria nas eleições de 1924, marcadas por clima de intimidação contra sindicatos e organizações de esquerda. Eram os anos do imediato pós-Revolução Russa. Na Itália, o Biennio Rosso, movimento de ocupação de fábricas em Turim e Milão, trouxe o temor do “contágio vermelho”. Havia ainda um forte movimento de luta pela terra, duramente combatido pelo esquadrismo, nome dado às tropas de assalto contratadas por latifundiários. 

O esquadrismo, que reunia muitos ex-combatentes da Guerra, seria uma das vertentes a desaguar nos fasci de combattimento, as milícias fundadas em 1919 que se converteriam, dois anos após, no PNF. Sua atuação usava de violência ilegal contra comunistas, liberais, pacifistas, intelectuais progressistas e sindicalistas. Agiam com a conivência da Monarquia, das Forças Armadas e, também, do empresariado — o que nos remete ao posicionamento político da burguesia agrária, industrial e financeira. 

Não é possível dizer que a burguesia possua especial inclinação pelo fascismo. Ela prefere o liberalismo econômico, a política eleitoral-parlamentar e as demais instituições da normalidade capitalista. Mas esse comportamento não existe in abstracto. Depende da realidade social e histórica. Na Itália da primeira metade do século 20, assustada com o crescimento das organizações operárias, a burguesia estimulou e armou as brigadas fascistas, empurrando-as a uma postura truculenta contra a esquerda e os sindicatos. “O fascismo converteu-se, assim, em uma milícia numerosa e aguerrida”, diz Mariátegui. “Acabou por ser forte tal qual o próprio Estado. E então reclamou o poder.”

Quando chega ao poder, o fascismo sente a necessidade de maior coerência programática. Mas a heterogeneidade de sua base social e política não o permite. O regime passa a oscilar entre o parlamentarismo e arroubos ditatoriais. Logo se tornam nítidos dois humores: um extremista — que propugna a inserção integral da contrarrevolução fascista na Constituição — e outro revisionista e liberal, que condena a violência e propõe uma retificação da política do Partido. 

Com o desenvolvimento do processo político e a transformação dessas duas ênfases em alas diferenciadas, ocorre o afastamento dos liberais. O regime começa a perder apoios, e quanto mais os perde mais recorre à força bruta, mostrando sua face extremista. Criam-se as condições para a divisão das hostes de Mussolini e o isolamento de seu Partido, com a criação de uma ampla frente antifascista.

No Brasil, o elemento de combatividade contra as organizações trabalhistas e de esquerda sedimentou-se na candidatura de Bolsonaro. Não à toa, seu nome foi catapultado nacionalmente pelo clima de acirramento que culminou nas grandes manifestações contra o governo de Dilma Rousseff. A candidatura de Geraldo Alckmin, com perfil mais centrista, tem dificuldades em exibir semelhante verve. Em cenário de ultrapolarização política — com duas forças, o lulismo e o bolsonarismo, convictas e articuladas —, este talvez seja o grande ativo de Bolsonaro, capaz de explicar sua resiliência nas pesquisas eleitorais. Além disso, entre os candidatos viáveis da direita, ele é o que tem melhores condições de delimitar-se com o governo Temer, assim como, hoje sabemos, Trump mostrou-se o republicano mais bem talhado para demarcar com o establishment norte-americano. 

Atentos a essas tendências, setores das elites econômicas cogitam um “desembarque da Normandia” às avessas, com a adesão à candidatura de extrema-direita. Mas é aí que sobrevêm, para o campo liberal, dilemas profundos. Uma vez no poder, os movimentos de cunho fascistoide não se limitam a conservar o status quo. Como explica Mariátegui,

“A reação, chegada ao poder, não se conforma em conservar; [...] tem que tratar de refazer o passado. Passado que se condensa nestas normas: princípio de autoridade, governo de uma hierarquia, religião de Estado etc. Ou seja, as normas que a revolução burguesa e liberal rasgou e destruiu porque entravavam o desenvolvimento da economia capitalista.”
 
Qualquer semelhança com os Estados Unidos de Trump não é mera coincidência, como se vê desde sempre nas críticas da mídia liberal. Com seu protecionismo e seu isolacionismo — tão bem traduzidos nas críticas, reverberadas por Bolsonaro, aos acordos e às instituições internacionais —, o milionário ajuda a truncar o liberalismo econômico e as instituições do capitalismo moderno.

Alguns dizem que Bolsonaro é diferente; que seu protofascismo é mais “proto” que fascismo; que seu conservadorismo é apenas na política e nos costumes; que o programa do economista Paulo Guedes é radicalmente liberal. A verdade é que há muitos aspectos do funcionamento do capitalismo e das instituições liberais que não são do domínio estrito da política econômica, mas incidem sobre ela. Por isso são reais os dilemas das elites econômico-financeiras quando confrontadas com Bolsonaro. Um eventual governo da extrema-direita traria de volta a estabilidade? Ou detonaria novo ciclo de turbulência política, isolando-se não apenas das esquerdas, mas do liberalismo consequente?

Seja como for, o crescimento de setores radicalizados do conservadorismo é possibilitado pelas debilidades tanto do liberalismo quanto da esquerda. Os liberais parecem incapazes de recuperar sua antiga força combativa. Perdidos no automatismo urbano-industrial, trocaram a utopia do “liberté, égalité, fraternité” pela ideologia da “normalização”. Já a esquerda — especialmente a social-democrata —, após décadas vivendo em perigosa simbiose com o sistema, encontra dificuldades em desempenhar o papel, que lhe seria precípuo, de encarnar anseios transformadores.

Embora se deem por motivos distintos, os fracassos dessas duas correntes geram desencanto. Em muitos países do Ocidente, essa situação vem sendo capitalizada pela extrema-direita. A depender do desenrolar das coisas, liberais e socialistas ainda podem surpreender-se lutando na mesma trincheira contra o inimigo comum. No Brasil isso também pode ocorrer – até mais cedo do que se pensa. Se for assim, o século 20 terá antecipado em muitos sentidos, não obstante a diferença qualitativa de uma época, aquilo que temos nesta conturbada aurora do século 21.

* Jornalista, doutor em Ciências da Comunicação (ECA/USP), professor adjunto do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão.

PT cobra do TSE providências contra fake news

Em desvantagem no 2.º turno, o PT abrirá nova frente de embate contra o TSE, desta vez, por conta das fake news. A campanha de Fernando Haddad vai cobrar oficialmente a Corte Eleitoral pela inatividade da comissão criada para combater a propagação de notícias falsas. A primeira reunião do colegiado nesta eleição só vai ocorrer amanhã. A avaliação do PT é de que a disseminação de mentiras na web garantiu vantagem de votos a Bolsonaro no 1.º turno. Ontem, Haddad anunciou que vai propor ao seu oponente pacto contra fake news.
De acordo com o advogado do PT na área eleitoral, Eugênio Aragão, o partido vai ingressar no TSE com pedido administrativo para que o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, criado para discutir as fake news, funcione “com mais eficiência”.
Apesar de reclamar da inatividade do tribunal hoje, em junho o PT se recusou a assinar termo de compromisso proposto por Luiz Fux contra fake news.
Petistas graúdos querem pedir, ainda, maior rigor do TSE na atuação de pastores que usam suas igrejas para pedir votos para Bolsonaro. Com relação a esse ponto, no entanto, não há consenso se a via jurídica é a mais adequada.
O ex-ministro do TSE Marcelo Ribeiro diz que o tema ainda é novo no direito eleitoral, mas que o TSE começa a punir o que considera “abuso do poder religioso”, que é usar a estrutura da religião para pedir voto.
O jornal Mensageiro da Paz, da Assembleia de Deus, de setembro, divulgou aos 22 milhões de fiéis uma tabela comparando o que pensa cada presidenciável sobre temas comportamentais.
No quadro, Jair Bolsonaro é o único que aparece contra o aborto, o “casamento gay”, a liberação das drogas, a ideologia de gênero e o desarmamento, temas caros às igrejas. Haddad não aparece, porque ainda não era candidato.
O PT mineiro culpa a petista Dilma Rousseff por sua derrota na eleição ao Senado em Minas. Dizem que ela não ouviu nenhuma orientação partidária na campanha e, ainda, ignorou o segundo candidato da sigla ao Senado Miguel Correa. “Numa eleição de duas vagas, você não pode voto só para si mesmo”, diz um petista.
Geraldo Alckmin não será hostilizado, mas também ninguém vai lamentar sua derrota na reunião da executiva nacional do PSDB hoje. Tucanos, especialmente do Nordeste, dizem que a opção da sua campanha de bater em Bolsonaro causou o vexame da sigla nas urnas.
Depois de João Doria e Eduardo Leite, que disputam os governos de SP e RS, outros tucanos ontem declararam apoio a Bolsonaro. Antonio Imbassahy, ex-líder na Câmara, vai além. “Voto e trabalharei pela vitória de Jair Bolsonaro.” A tendência do partido é liberar o apoio na disputa presidencial.
Michel Temer se divertiu ontem com a #FicaTemer, que chegou aos assuntos mais comentados no Twitter mundial após se configurar o segundo turno entre Haddad e Bolsonaro. Ele acompanhou a apuração dos votos no Alvorada, ao lado dos ministros Sérgio Etchegoyen (GSI), Torquato Jardim (Justiça), Moreira Franco (Minas e Energia) e Carlos Marun (Secretário de Governo).
Derrotado nas urnas, o senador Romero Jucá (MDB-RR) agradeceu ontem pelos 84 mil votos recebidos. Disse que segue comprometido com Roraima.
Deputados interessados na presidência da Câmara já vislumbram ir à Justiça para barrar eventual candidatura de Kim Kataguiri (DEM) à vaga, que o tornaria o primeiro na linha sucessória do País. O problema: ele tem 22 anos, quando a Constituição diz que para assumir o Planalto é preciso ter 35.
Eduardo Paes, que disputa o governo do Rio, aguarda orientação do DEM para se posicionar na disputa presidencial. O comando da sigla orientou silêncio até lá. No Rio, Bolsonaro teve quase 60% dos votos válidos.

O eleitor alijou da Câmara dos Deputados as lideranças do PTB investigadas na Operação Registro Espúrio. Além da filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil (RJ), não se reelegeram Nelson Marquezelli (SP) e Jovair Arantes (GO) , conhecido por ter sido o relator do impeachment de S), que não chegou a ser denunciado. O único acusado pela PGR que se reelegeu foi Paulinho da Força, do Solidariedade de São Paulo.
Do Estadão.


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