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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

SENHOR DA GUERRA DIZ QUE ALIANÇA ENTRE EUA E BRASIL NUNCA ESTEVE TÃO FORTE


"Acabei de me encontrar com o ministro de Relações Exteriores do Brasil Araujo na Casa Branca. Discutimos o apoio mútuo ao Presidente Interino da Venezuela Guaidó, incluindo a logística para fornecer assistência humanitária ao povo venezuelano. A aliança Estados Unidos-Brasil está mais forte do que nunca", escreveu John Bolton, assessor especial de Donald Trump, para quem Jair Bolsonaro bateu continência. O encontro faz parte dos preparativos para a guerra, porque se a Venezuela se negar a receber 'ajuda humanitária', os Estados Unidos estarão prontos para atacar o país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo.


 O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, se encontrou nesta terça-feira em Washington com o assessor de segurança John Bolton, em um encontro exaltado por um dos principais conselheiros do presidente estadunidense Donald Trump.
Segundo uma manifestação de Bolton no Twitter, a reunião realizada na Casa Branca tratou da situação na Venezuela.
"Acabei de me encontrar com o ministro de Relações Exteriores do Brasil Araujo na Casa Branca. Discutimos o apoio mútuo ao Presidente Interino da Venezuela Guaidó, incluindo a logística para fornecer assistência humanitária ao povo venezuelano. A aliança Estados Unidos-Brasil está mais forte do que nunca", escreveu Bolton.
Mais cedo, Araújo indicou que o governo de Nicolás Maduro na Venezuela está perto do fim, sem dar maiores detalhes.
O encontro de Araújo com Bolton integra uma agenda oficial do chanceler brasileiro nos EUA. De acordo com informações do jornal O Globo, um dos motivos da viagem dele é preparar o encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e Donald Trump, ainda este ano.
Na segunda-feira, Araújo esteve em Ottawa para a reunião do Grupo de Lima, que discutiu a situação na Venezuela, e de lá ele teria ido diretamente para Washington.
Além de Bolton, Araújo ainda se encontrou com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e iria se reunir com acadêmicos e membros do Congresso norte-americano, tanto republicanos quanto democratas.

A expectativa é que Bolsonaro visite os EUA em março, com a expectativa pelo anúncio de acordos comerciais e, sobretudo, a possível definição do uso da base de Alcântara, no Maranhão, para o lançamento de satélites estadunidenses, segundo informou O Globo.

2.4KDeus  abençoe, e  ilumine    PUTIN..Putin esta onde Deus o quis... Entre os USA... para tentar evitar tantas guerras. mortes inocentes. Por conta do Petroleo. que os USA tanto querem ser os unicos Donos....Quantas guerras os USA . fizeram. por conta do Petroleo. Agora Venezuela.... Brasil. so não teve guerra;pq A corrupção a ganancia pelo poder entregou tudo de mão beijadas aos Golpistas Americanos....Compraram um Juiz bandido. Traidor da PAtria , com ajuda da CIA... formou um Quadrilhão. deu um golpe... e afundou o Pais.

BOLSONARO CAIRÁ



BOLSONARO CAIRÁ



Bolsonaro cairá. Não pelas ostensivas ligações de sua família com as milícias no Rio de Janeiro, mas cairá. Aos donos do poder pouco importa terem um miliciano como presidente, desde que faça as reformas que requerem. Mas Bolsonaro é o cara errado, é incapaz, um ser completamente imbecilizado, e já escrevi sobre isso. Ele foi e será o idiota útil até quando interessar ao sistema. O ministro Marco Aurélio rejeitou o foro privilegiado de Flávio Bolsonaro, e é óbvio que as conexões com as milícias brotarão ainda mais. Já há evidências de crime de peculato e outras surgirão.



 A semiótica é uma ciência fascinante, e basta percepção e análise simples, rasas, para se enxergar a construção da figura do presidente “ideal”: Hamilton Mourão. Desde Davos, as imagens que publicam de Bolsonaro o “desqualificam”: um homem com semblante assustado, medroso, um homem desalinhado, a ausência revelada na foto da entrevista que não aconteceu, um homem submisso e subserviente, a pessoa errada no lugar errado. Além disso, usam as falas equivocadas, os erros de português, as mentiras, que o transformam numa figura idiotizada. E ele o é. Basta uma réstia  de senso crítico para enxergar isso.



Em contrapartida, constrói-se uma imagem inversa de Mourão, o vice que aparece mais que o presidente. Desde a posse, Mourão aparece alinhado, em ternos de bom corte. Seu discurso em nada lembra o general autoritário e tresloucado da campanha eleitoral, que chamou indígenas de indolentes e negros de malandros, que preconizou o fim do 13˚ salário, que falou sobre refazer a Constituição Federal com um colegiado de especialistas. Agora, por algumas vezes, desautorizou ou contradisse o presidente, demonstrando bom senso. Rejeitou a intervenção brasileira na Venezuela, negou a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, colocou-se contra a privatizado dos Correios, colocou-se favorável à descriminalização do aborte, entre outras posturas que, em princípio, poderiam soar como posições progressistas. Constroem a imagem de um presidente muito mais capaz e digno ao cargo. 



Mourão é o nome ideal da Rede Globo e de outras empresas e instituições que exercem o poder de fato no país. A idiotia de Bolsonaro não os serve. A ligação estreita com a bancada evangélica, e suas alucinações de poder, não interessam aos poderosos, e nem a nós, claro. Portanto, Bolsonaro cairá.



No entanto, Mourão não é o gentleman que tem fingido bem ser. Ao contrário, é autoritário e sectário, como o tresloucado da campanha, mas é infinitamente mais inteligente que Bolsonaro, e encera muito bem e pacientemente o chão para puxar o tapete do presidente. E assim o fará.



Os fãs-eleitores de Bolsonaro, que em sua maioria são os mesmos que eram fãs-eleitores de Aécio, estão assustados, perdidos, ainda não sabem como se posicionar. As posturas do vice são uma surpresa negativa. Já há os insanos que o chamam de comunista. São os que ainda  defendem o presidente e suas posturas fascistas. Ao cair Bolsotão.naro, a quem chamaram de Mito, dirão que nunca tiveram político de estimação, e passarão a adorar Mourão. Talvez um ou outro alucinado ande sem rumo pelas ruas gritando "a nossa bandeira jamais será vermelha”…


A nós, progressistas, não há motivos para comemoração. Quer dizer, a queda de Bolsonaro e sua matilha, será motivo de comemoração sempre. O clã miliciano precisa ser punido. Além do que a onda de idiotia que assola o país talvez se amenize um pouquinho. No entanto, em termos políticos, pouca coisa mudará. E haverá um presidente militar, autoritário e retrógrado, sustentado no poder pelos meios de comunicação hegemônicos. Infelizmente, a construção das narrativas continua a ser deles, ou dos que patrocinam posts no WhatsApp. De toda forma, está sob a égide do Capital. Enquanto isso o país continuará mergulhado na indigência intelectual profunda e no messianismo político. Mourão será o Mitão.



Aliás, os que dizem não terem político de estimação, sempre os tiveram, de Maluf a Bolsonaro, pois a maior parte dos que votaram em um votavam no outro.



* Atentem-se à semiótica. Lembrem-se da desconstrução da imagem da Dilma por parte da mídia. Muita coisa se repete.

Texto de Cadu de Castro

A DIREITA INTERNACIONAL SE MOVIMENTA CONTRA PRÊMIO NOBEL DA PAZ PARA LULA


A DIREITA INTERNACIONAL SE MOVIMENTA CONTRA PRÊMIO NOBEL DA PAZ PARA LULA

Por Angela Carrato


O que têm a ver os bancos espanhóis Santander e Caixabank, a empresa também espanhola Telefónica e o fundo israelense Adar Capital? 


À primeira vista nada, exceto o fato de serem gigantes e terem ações negociadas em bolsas de várias partes do mundo. Na prática, têm o fato de estar por trás de uma  campanha contra a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como prêmio Nobel da Paz.


São eles que controlam a maior parte do capital do grupo de mídia espanhol Prisa, presente em 20 países, responsável pela publicação do diário El Pais, o maior da Espanha e um dos mais lidos pelas populações de línguas espanhola e portuguesa.


Desde o final de 2013, foi lançada uma versão digital do El País para o Brasil. 


Foi exatamente o veterano correspondente e colunista do El Pais, Juan Arias, que vive no Rio de Janeiro desde 1999, quem no último dia 31/01, sugeriu, em artigo assinado, que o Prêmio Nobel da Paz 2019 fosse concedido aos “bombeiros de Brumadinho que conquistaram simpatia e admiração dentro e fora do país com seu exemplo de abnegação”. 



Que os bombeiros que atuaram no resgate dos 110 corpos (até o momento) e continuam na busca pelos mais de 300 desaparecidos merecem toda a admiração e respeito, não resta a menor dúvida. 


Mas qual a lógica desse experiente profissional fazer tal sugestão, num momento em que o Brasil é uma democracia tutelada e tem no ex-presidente Lula um preso político, a quem foi negado até mesmo o direito de velar e enterrar o irmão mais velho? Lula tem o  respeito, admiração e apoio de milhares de pessoas no Brasil e no mundo.


Para se entender o jogo que pode estar por trás deste artigo, o melhor caminho, como ensinam os romances policiais, é seguir o dinheiro. Então, vamos lá.


A composição acionária do grupo Pisa no momento é a seguinte: o maior acionista individual é o empresário e político mexicano Roberto Alcántara Rojas, com 9,3%. O fundo de investimentos israelense Adar Capital vem em seguida, com 7,3%. Na sequência estão os bancos Santander (5,38%), CaixaBank (5,34%),  a empresa Telefónica (5,29%) e  banco  estadunidense Morgan Stanley, com 4,7% das ações.  Quem põe dinheiro em uma publicação, costuma controlar o que ela divulga ou deixa de divulgar. 




LULA, ÍCONE DA LUTA CONTRA A FOME

O Comitê Nobel Norueguês, cujos membros são nomeados pelo Parlamento norueguês, tem a função de escolher, a cada ano, o laureado pelo prêmio, que é entregue pelo seu presidente. O Nobel da Paz tem critérios para que as pessoas possam votar nas indicações que são apresentadas. Uma consulta que não é decisória, mas tem influência.   Para este ano, a votação terminou no dia 31/01.


O jornal francês, de esquerda, L’Humanité, por exemplo,  trouxe na capa de sua edição do dia 29/01, uma foto do ex-presidente, com o título “Nobel da Paz para Lula”. A publicação fez uma resenha do que está acontecendo no Brasil, lembrando que Lula é um preso político e que seus governos foram responsáveis por ações que se tornaram ícones no mundo como  a estratégia Fome Zero (que engloba 20 programas, entre eles o Bolsa Família). 

O jornal assinalou que a candidatura de Lula tem a indicação do Prêmio Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel, para quem a fome “é um flagelo e um crime dos quais são vítimas os povos submetidos à pobreza e à marginalização, privadas de vida e esperança por gerações”. Esquivel enfatiza que “Lula e seu governo se transformaram em um exemplo global da luta contra a pobreza e a desigualdade, contra a violência estrutural que nos aflige como humanidade”, o que o torna o grande merecedor do Nobel.


Não é fácil tentar desmontar esta argumentação. Mas Arias tentou. 





Para o correspondente do diário espanhol, “o Brasil nunca ganhou o Nobel em nada. Na América Latina, a Argentina tem cinco, o México três, a Colômbia dois, a Guatemala dois, e a Venezuela e o Peru um cada”. Até aí, é verdade.


Mas, rapidamente, a argumentação de Arias começa a tropeçar. 


Ao invés de citar nominalmente no artigo, o governo Bolsonaro e seus aliados como responsáveis pela tragédia política, econômica e social na qual o Brasil mergulhou depois do golpe travestido de impeachment contra Dilma Rousseff, ele prefere responsabilizar a política e os políticos em sua totalidade: “neste país em que a politica quer transformar as mãos das pessoas em armas para matar”. 


Mais curioso, ainda, é que ao longo do artigo, em momento algum o nome da mineradora Vale (uma empresa de atuação global) aparece como a responsável pelo crime humano e ambiental que dizimou mais vidas do que muitas guerras. Crime que Arias insiste em denominar de “desastre”.





É no mínimo estranho que alguém defenda os bombeiros salvadores e não mencione os responsáveis pelo que aconteceu em Brumadinho e antes de Brumadinho, em Mariana.


Nos dois casos, com mortes, destruição de povoados e rios, a responsabilidade é da mineradora Vale, a ex-Companhia Vale do Rio Doce, privatizada a preço de banana pelo governo Fernando Henrique Cardoso.


A estranheza só diminui quando se verifica que a mineradora Vale é controlada por capitais israelenses e que tanto seu principal acionista quanto seu presidente são judeus.  Curiosamente, 200 militares israelenses também desembarcaram em Minas Gerais para auxiliar na busca por corpos de vítimas. Deram um show de incapacidade e de inadequação de equipamentos e foram embora tão rápido quanto chegaram, deixando no ar a dúvida sobre o que realmente vieram fazer aqui. 


Os capitais israelenses são também grandes acionistas do grupo Prisa.





LULA, O MANDELA DA ATUALIDADE


Mas Arias, ao contrário dos robôs (máquinas) e dos humanos midiotas que campeiam pelas redes sociais repetindo argumentos que não entendem, não faz segredo de qual é sua intenção.


Lá pelo meio do artigo a máscara cai: “se conceder ao Brasil o Nobel da Paz, não poderia ser neste momento a um político, mesmo que seja o popular Lula”.

Por que não poderia ser Lula?  Por que um estadista respeitado em todo o mundo,  sentenciado e preso, sem provas, o Mandela da atualidade pela importância de sua luta e pela truculência de seus carcereiros, não  deveria receber esse prêmio?


Mas vamos continuar seguindo a pista do dinheiro.


O Santander é hoje o sexto maior banco em operação no Brasil, atrás apenas do Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal, Bradesco e BNDES. A operação do Santander aqui representa 30% do seu lucro global e, não por acaso, foram gerentes do Santander que, durante a campanha eleitoral de 2014, orientaram seus clientes a votarem contra a reeleição de Dilma Rousseff.

  
Lula e Dilma sempre foram críticos ao ganho sem limites dos bancos e, sobretudo Lula, se valeu, em seus dois governos, dos estabelecimentos públicos para viabilizar, a juros  bem mais baixos, educação e habitação para os mais pobres. Basta lembrar o papel de banco social desempenhado pela CEF de 2004 a 2010, com a inclusão dos beneficiários dos programas sociais e do apoio do BNDES à indústria nacional, que possibilitou o ressurgimento da indústria naval.

Lula também não mediu esforços para fortalecer a Petrobras. O que viabilizou a descoberta do pré-sal e transformou a estatal brasileira em uma das maiores empresas de energia do mundo. Ações que desagradaram à banca internacional e nacional, ao mesmo tempo em que despertou a cobiça dos Estados Unidos e associados em relação ao petróleo brasileiro.


Já a empresa Telefónica entrou no Brasil por meio da farra das privatizações realizadas por Fernando Henrique Cardoso.  O operador nesse processo foi ninguém menos do que um adversário de Lula e de sua política desenvolvimentista, o dono do banco Opportunity, Daniel Dantas. 


O dono do Opportunity acabou servindo como uma espécie de organizador e intermediário no processo da privatização do sistema Telebras. A Polícia Federal, através da Operação Satiagraha, chegou a prendê-lo algumas vezes.   Mas, em 2008, o STF, por 9 votos a 1, legitimou a decisão de seu presidente Gilmar Mendes, que mandou soltar Dantas por duas vezes em menos de 48 horas.


Uma das decisões de Mendes foi tomada de madrugada.




DANTAS, JERUSALÉM E ADAR


Daniel Dantas também tem muitos negócios na área de mineração. Os fundos geridos pelo Opportunity investem através da empresa Bemisa e do Projeto Pedra Branca. Entre os principais empreendimentos da Bemisa destacam-se a Mina Baratinha, que explora minério de ferro na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. 


O Caixabank, outro dos acionistas majoritários do grupo Prisa, que controla o El Pais,  não tem negócios diretos no Brasil. Mas ele se tornou manchete nos principais jornais internacionais  em 2018, quando passou a ser alvo de investigação pela justiça espanhola, “por abuso de mercado” pela compra do banco português BPI.

O fundo privado de investimentos Adar Capital, por sua vez, foi criado em 2011 e tem sede em Jerusalém, cidade para a qual o presidente Bolsonaro queria transferir a embaixada brasileira em Israel, passando por cima de decisões da ONU. 


Quando presidente, Lula conseguiu o respeito tanto de Israel quanto dos palestinos. Já a relação da ex-presidente Dilma Rousseff com Israel azedou quando o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu enviou para o Brasil, como embaixador, Dani Dayan. 


Amigo pessoal de Netanyahu,  Dayan não teve suas credenciais aceitas, por ter atuado como líder do Conselho Yesha, dos colonos israelenses na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental, território que a legislação internacional destinou aos palestinos, mas que Israel continua ocupando.


Os governos Lula e Dilma eram favoráveis à solução de dois Estados - um para Israel, outro para palestinos -, que é impraticável sem a retirada dos colonos.  Em 2016, todos os embaixadores brasileiros apoiaram a decisão de Dilma. Na sequência, Dayan foi nomeado cônsul-geral de Israel em Nova York.




POLÍTICA EDITORIAL E OPINIÃO PESSOAL


São esses grupos que, hoje, determinam a política editorial do El País. Mas, claro que muita gente não sabe disso. E claro, também que quando um articulista ou colunista se manifesta, como fez Arias, muitos pensam que aquela pode ser apenas uma opinião pessoal.


Pode. Mas dificilmente é. Especialmente para alguém que trabalha na empresa há 40 anos e conhece muito bem os ”humores da casa”.


Para a maioria dos seus leitores no Brasil, o El País ainda é visto como uma publicação de centro-esquerda, fundada em 1976, no período de transição da Espanha para a democracia, após o fim do franquismo.


Naquela época, o diário preencheu uma lacuna deixada pela mídia espanhola de então, desacreditada por suas ligações e apoio ao ditador Francisco Franco. Tanto que muitos o consideravam o “Jornal da Espanha da democracia”. E o El País realmente foi isso.

Durante várias décadas, primou por se pautar pelo alto padrão jornalístico e se tornou uma referência no mundo ao adotar, de forma pioneira, a figura do ombudsman (defensor dos interesses do leitor) em sua redação. O El Pais chegou a manter um centro  internacional para a formação de jornalistas, comprometido com o melhor da técnica e da ética na profissão.


Nos governos de José Luis Rodríguez Zapatero (2004-2011), El País, tradicionalmente visto como um apoiador do PSOE, passou a publicar cada dia mais artigos críticos ou contrários às políticas em vigor.  Isso fez com que perdesse leitores e espaço para outras publicações, entrando em crise.  Foi quando a presença de novos acionistas se fez necessária. 


Na Espanha da atualidade, esse diário é visto como uma publicação de direita, que além de oscilar, adota posições conservadoras quando o assunto é do interesse de seus acionistas, beirando o fascismo no que diz respeito ao movimento nacionalista do país basco ou da Catalunha.


A crise financeira que levou o Prisa a abrir seu capital, levou também a outros problemas, como  desentendimentos e pressões entre antigos e novos acionistas pelo controle do grupo. 


Claro que El País, como qualquer outro jornal ou jornalista, tem todo o direito de se posicionar da forma que julgar mais adequada em relação ao Prêmio Nobel da Paz.  O que não se pode aceitar é que esse posicionamento apareça como apenas uma questão humanitária ou de mérito e não se apresente com sua face real.





Até porque os bombeiros anônimos que tem lutado sem tréguas para resgatar os corpos das vítimas de mais esse crime da Vale são os mesmos que estão com salários atrasados, sem 13º e prestes a terem sua aposentadoria indo para o espaço. São pessoas com problemas muito próximos aos terceirizados sem direitos, mortos pela lama tóxica da Vale. Um Brasil definitivamente muito diferente daquele dos anos Lula.

Daí a perplexidade final que Arias causa, quando sugere que o governo  Bolsonaro “peça que o Nobel da Paz deste ano seja concedido aos bombeiros”. Logo o governo Bolsonaro, que é sinônimo de desrespeito, destruição e morte!

O Brasil de Bolsonaro é o oposto do criado por Lula: um Brasil que foi para todos e precisa voltar a ser de todos.


O Nobel da Paz para Lula significa a retomada da esperança.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

BOLSONARO CAIRÁ: NÃO PELA CORRUPÇÃO, MAS PELA ESTUPIDEZ


BOLSONARO CAIRÁ: NÃO PELA CORRUPÇÃO, MAS PELA ESTUPIDEZ 

Bolsonaro cairá. Não pelas ostensivas ligações de sua família com as milícias no Rio de Janeiro, mas cairá. Aos donos do poder pouco importa terem um miliciano como presidente, desde que faça as reformas que requerem. Mas Bolsonaro é o cara errado, é incapaz, um ser completamente imbecilizado, e já escrevi sobre isso. Ele foi e será o idiota útil até quando interessar ao sistema. O ministro Marco Aurélio rejeitou o foro privilegiado de Flávio Bolsonaro, e é óbvio que as conexões com as milícias brotarão ainda mais. Já há evidências de crime de peculato e outras surgirão.

A semiótica é uma ciência fascinante, e basta percepção e análise simples, rasas, para se enxergar a construção da figura do presidente “ideal”: Hamilton Mourão. Desde Davos, as imagens que publicam de Bolsonaro o “desqualificam”: um homem com semblante assustado, medroso, um homem desalinhado, a ausência revelada na foto da entrevista que não aconteceu, um homem submisso e subserviente, a pessoa errada no lugar errado. Além disso, usam as falas equivocadas, os erros de português, as mentiras, que o transformam numa figura idiotizada. E ele o é. Basta uma réstia de senso crítico para enxergar isso. 

Em contrapartida, constrói-se uma imagem inversa de Mourão, o vice que aparece mais que o presidente. Desde a posse, Mourão aparece alinhado, em ternos de bom corte. Seu discurso em nada lembra o general autoritário e tresloucado da campanha eleitoral, que chamou indígenas de indolentes e negros de malandros, que preconizou o fim do 13˚ salário, que falou sobre refazer a Constituição Federal com um colegiado de especialistas. Agora, por algumas vezes, desautorizou ou contradisse o presidente, demonstrando bom senso. Rejeitou a intervenção brasileira na Venezuela, negou a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, colocou-se contra a privatizado dos Correios, colocou-se favorável à descriminalização do aborte, entre outras posturas que, em princípio, poderiam soar como posições progressistas. Constroem a imagem de um presidente muito mais capaz e digno ao cargo.

Mourão é o nome ideal da Rede Globo e de outras empresas e instituições que exercem o poder de fato no país. A idiotia de Bolsonaro não os serve. A ligação estreita com a bancada evangélica e suas alucinações de poder, não interessam aos poderosos, e nem a nós, claro. Portanto, Bolsonaro cairá.

No entanto, Mourão não é o gentleman que tem fingido bem ser. Ao contrário, é autoritário e sectário, como o tresloucado da campanha, mas é infinitamente mais inteligente que Bolsonaro, e encera muito bem e pacientemente o chão para puxar o tapete do presidente. E assim o fará.

Os fãs-eleitores de Bolsonaro, que em sua maioria são os mesmos que eram fãs-eleitores de Aécio, estão assustados, perdidos, ainda não sabem como se posicionar. As posturas do vice são uma surpresa negativa. Já há os insanos que o chamam de comunista. São os que ainda defendem o presidente e suas posturas fascistas. Ao cair Bolsotão.naro, a quem chamaram de Mito, dirão que nunca tiveram político de estimação, e passarão a adorar Mourão. Talvez um ou outro alucinado ande sem rumo pelas ruas gritando “a nossa bandeira jamais será vermelha”…

A nós, progressistas, não há motivos para comemoração. Quer dizer, a queda de Bolsonaro e sua matilha, será motivo de comemoração sempre. O clã miliciano precisa ser punido. Além do que a onda de idiotia que assola o país talvez se amenize um pouquinho. No entanto, em termos políticos, pouca coisa mudará. E haverá um presidente militar, autoritário e retrógrado, sustentado no poder pelos meios de comunicação hegemônicos. Infelizmente, a construção das narrativas continua a ser deles, ou dos que patrocinam posts no WhatsApp. De toda forma, está sob a égide do Capital. Enquanto isso o país continuará mergulhado na indigência intelectual profunda e no messianismo político. Mourão será o Mitão.

Aliás, os que dizem não terem político de estimação, sempre os tiveram, de Maluf a Bolsonaro, pois a maior parte dos que votaram em um votavam no outro.

* Atentem-se na semiótica. Lembrem-se da desconstrução da imagem da Dilma por parte da mídia. Muita coisa se repete.

Texto de Cadu de Castro
Fonte: Blog da cidadania

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Cabeça é pra PENSAR


Cabeça é pra PENSAR, então vamos lá... 
Com todo respeito, NÃO é questão de opinião! 
É o Lula?
Lula recebeu 23 milhões na Suíça da Odebrech?
Não, esse foi o Serra. Mais conhecido pelo codinome "Careca".
Lula estava pagando pensão de um filho fora do casamento com dinheiro público?
Não. Esse era o FHC.
Lula recebeu um milhão de reais em dinheiro vivo dentro de uma garagem?
Não. Esse foi o relator do impeachment (farsa), Antônio Anastasia.
Lula é o cara chato que cobrava propina da UTC? 
Não. Esse era o Aécio.
Lula recebia 1/3 da propina de Furnas?
Não. Esse é o Aécio também.
Lula recebeu 3% das obras da cidade administrativamente MG quando era governador, totalizando mais de 30 milhões em propina?
Não. Esse também foi o Aécio Neves.
O helicóptero com 450 kg de cocaína era do amigo do Lula?
Não. Era do amigo do Aécio.
Lula comandava o Estado que roubou 1 bilhão do metrô e da cptm?
Não. Esses são o Serra e o Alckmin.
Lula tá envolvido no roubo de 2 bilhões da merenda?
Não. Foi o Alckmin e Fernando Capez.
Lula pegou emprestado o jatinho do Youssef? 
Não. Esse era o Álvaro Dias.
Lula foi o cara que montou o esquema Petrobras com Cerveró, Paulo Roberto Costa e Delcídio? 
Não. Esse era o FHC.
Lula nomeou o genro diretor da Petrobras?
Não. Foi o FHC também.
Lula é o compadre do banqueiro André Esteves? 
Não. Esse era o Aécio, de novo.
Lula é meio-primo de Gregório Marin Preciado, aquele que levou US$15 milhões na venda de Pasadena? 
Não. Esse é o Serra (aquele que a Lava a Jato apresenta com tarja preta para a imprensa).
Lula construiu aeroportos em terras particulares de seus parentes com dinheiro público?
Não. Esse foi o Aecio Neves, conhecido com o codinome Mineirinho.
Lula foi descoberto com uma dezena de contas no exterior, ameaçou testemunhas, prejudicou alguma investigação? 
Não. Esse é o Cunha, sócio do Temer.
Lula deixou prescrever o escândalo da corrupção do Banestado?
Não, esse é o juiz Moro.
Lula ameaçou empresários, exigiu 5 milhões de dólares, só de um deles?
Não. Esse também é o Cunha, o homem da farsa do impeachment.
O filho do Lula aparece na revista de milionários Forbes?
Não. É a filha do Serra...
Isso é para quem acha que Moro e sua turma querem combater a corrupção.🤨 


Dilma não consegui governar seu ultimo mandato, foi sabotada constantemente por Cunha, Aécio, Jucá o próprio temer! QUEM AINDA NÃO ENTENDEU QUE FOI GOLPE?
o PORQUÊ do GOLPE!
●Dilma melou o esquema de Furnas (irritou cunha e aécio). 
●Dilma baixou a taxa de juros (irritou os rentistas). 
●Dilma colocou Graça Foster na petrobras (irritou os partidos). 
●Dilma vetou reajuste de 70% no salário do poder judiciário (irritou os marajás da justiça)  
●Dilma vetou a reforma trabalhista e a aprovação da lei da terceirização (irritou os empresários e a fiesp). 
●Dilma vetou o financiamento privado de campanha eleitoral (irritou os propineiros). 
●Dilma deu liberdade à policia federal e não interferiu nas investigações (irritou os corruptos deputados e senadores). 
●Dilma recusou negociar com cunha (irritou os 200 deputados que ele sustenta). 
●Dilma não aceitou entregar o petróleo brasileiro para os estrangeiros (irritou os eua). 
●Dilma não aceitou privatizar o pouco que ainda resta do patrimônio público brasileiro (irritou os donos do poder econômico que têm apoio da direita neoliberal). 
●Dilma não aceitou perdoar a dívida de 2 bilhões dos planos de saúde com o governo (irritou os poderosos do setor de seguro de saúde privada). 
●Dilma não aceitou perdoar a dívida que os clubes de futebol têm com o governo (irritou a cbf). 
●Dilma não aceitou perdoar a dívida milionária que os canais de tv, em especial a globo, têm com o governo (irritou os barões da mídia, em especial a família marinho)... 
Entendeu onde nasceu e onde mora o ódio?agora passe pra todos que ainda acham que  o PT  quebrou o BRASIL.temos a obrigação de restabelecer a verdade que a  grande mídia não vai fazer. 


INDÚSTRIA DE ARMAS COBRA A FATURA


INDÚSTRIA DE ARMAS COBRA A FATURA 

Por Gilvandro Filho, Jornalista pela Democracia - O atual ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sempre contou com um grupo muito fiel de apoiadores financeiros em suas campanhas eleitorais. A indústria de armas, que sempre teve no então deputado gaúcho um defensor abnegado, chega junto desde 2006, ano em que Lorenzoni se elegeu para a Câmara dos Deputados. De lá até 2014, último pleito em que foi permitida a doação de empresas a candidatos, o porquinho do parlamentar foi recheado com mais de meio milhão de reais da indústria armamentista.

Junto ao Congresso, Onyx Lorenzoni é hoje, por ideologia e por dever de ofício, o principal articulador da flexibilização do uso de armas de fogo no Brasil, personificada na medida provisória que o presidente da República está doido para aprovar, ainda esta semana. Trata-se da mais barulhenta promessa de campanha do então candidato Jair Bolsonaro que a transformou em gesto-símbolo: dedos indicador e polegar em riste, mãozinha em forma de arma. Armar os "cidadãos de bem" foi o mote central do discurso. Até mesmo depois que o candidato foi vítima de um atentado, mas de arma branca.

Lorenzoni é apenas um exemplo, pinçado até pela posição estratégica que exerce no governo, em relação à consolidação da ideia. A "bancada da bala" tem vários outros representantes e afilhados no governo e na base de apoio do bolsonarismo. Até porque bolsonarismo e armamentismo soam a muitos como almas gêmeas, e univitelinas.

E já que é um exemplo, vamos lá. Segundo dados da Agência Lupa, o atual ministro recebeu, em 2006, doação de R$ 110 mil da Taurus, maior indústria de armas do País. Contribuição que se repetiu em 2008 (candidatura derrotada a prefeito de Porto Alegre, RS) e saltou para R$ 150 mil em 2010, quando a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições entrou também com R$ 100 mil. Em 2008, vale citar, a Companhia Brasileira de Cartuchos doou R$ 150 mil a Lorenzoni. E em 2014, lá estava a Taurus com outros R$ 50 mil.

Se a decisão de Bolsonaro conseguir sair do papel nesta semana, como se espera, a indústria de armas vai ter muito o que comemorar. Os parlamentares bancados por esse segmento econômico, também.

O Estatuto do Desarmamento (Lei 10826) está em vigor desde o dia 23 de dezembro de 2003, quando foi sancionado pelo então presidente Lula. Em 2005, por 63,94% a 36,06%, os brasileiros reprovaram o artigo 35 que tratava da proibição da venda de armas em todo o País. É proibido o porte de armas por civis, exceto àquelas profissões nas quais haja necessidade comprovada. É nessa regra que se pretende mexer, ampliando os casos onde o uso de armas fique liberado.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

Quando ocupa a tribuna e brada pela liberação das armas, o parlamentar está fazendo nada mais que o jogo do seu financiador. E devolve a deferência com perspectivas de grandes lucros. Nada é de graça. Só por causa da expectativa de vitória de Bolsonaro, no final do primeiro turno da eleição do ano passado, as ações da Taurus deram um "pipoco" de 400%, no ano. Empossado o novo presidente e na iminência do decreto ampliando a posse de armas, essas ações já tiveram alta de 89%.

A Forja Taurus é a maior fabricante de armas com atuação no País. Outras estrangeiras já vislumbram aportar em terras tupiniquins e contam com a torcida ruidosa (e poderosa) dos Bolsonaro (Glock, CZ e Sig Sauer).

Não há qualquer respaldo científico ou histórico na defesa tresloucada do uso de armas. Pelo contrário, os contraditórios estão aí, fartos. O Japão baniu as armas e é o país mais seguro do mundo, com taxa de homicídios de 0,3 por 100 mil habitantes. No outro extremo, Honduras é considerado o país mais violento do planeta, com 82 homicídios para cada 100 mil habitantes (2012). Isto com armas liberadas e vidas ceifadas por menos de 1 real, que é o preço da bala por lá.

Nada disso interessa, nem a financiadores nem a financiados nesse jogo mortal de liberar as armas ao máximo. Vale matar mais e mais. Consequentemente, comprar cada vez mais a quem está, cada dia mais, pronto e ávido para vender.

Pelas regras da MP de Bolsonaro, ficam à vontade para ter arma dentro de casa 2/3 dos brasileiros. Quem garante que a defesa do patrimônio e a autodefesa diante dos bandidos, argumentos cantilênicos dos armamentistas, não vão ser superados pela defesa da própria honra? No Brasil cada dia mais machista e arrogante que emergiu das trevas nos últimos anos, a briga de rua e o "você sabe com quem está falando?" terão na arma, legalizada, um aliado forte, cruel e irrefutável.

E aí tem um dado mais preocupante ainda. O Brasil, segundo a ONU, é o quinto país do mundo em feminicídios, homicídios motivados contra mulheres, por serem as vítimas mulheres. São 4.762 casos para cada 100 mil, o equivalente à perto de 13 mortes por dia. Crimes de homens, não raro machistas, arrogantes e donos da verdade.

Com a flexibilização da posse e uso de armas, o que você acha que vai acontecer? Essa taxa aumenta ou diminui? Quer quantos segundos para pensar e responder?  (Brasil 247)

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Lula Nobel da Paz é certo – cresce reconhecimento mundial de que seu legado é o motivo de seu sequestro por militares e juízes

Lula merece o Nobel da Paz
Preso há mais de 300 dias, num processo contestado por juristas do Brasil e do mundo, e que teve como consequência prática a definição do resultado eleitoral no Brasil, o ex-presidente Lula foi privado de um direito que não é negado nas democracias modernas nem aos mais perigosos assassinos: o de velar e enterrar um parente próximo.
A operação montada para isso, que envolveu as figuras de sempre do Poder Judiciário, evidenciou aos olhos do mundo, a real condição de Lula: a de um preso político, que não pode aparecer, falar ou ser fotografado.
Se fosse possível, Lula já teria sido assassinado e exposto em praça pública, tal qual Tiradentes. Mas como vivemos num mundo supostamente civilizado, a ordem é eliminar qualquer vestígio de sua existência, na vã expectativa de que a memória do povo brasileiro seja também apagada.
Alvo de uma perseguição comparável apenas às que foram movidas contra grandes personagens da história, como o capitão Dreyfus, na França, Mahatma Gandhi, na Índia, Nelson Mandela, na África do Sul, e Pepe Mujica, no Uruguai, Lula tem respondido a todas as agressões que partem dessas nossas “instituições que funcionam” com absoluta serenidade.
Sem ódio, mas sem nunca perder a dignidade, como demonstrou neste episódio mais recente, em que a proposta oferecida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, consistia em levar o caixão de seu irmão Vavá a uma base militar, em que Lula poderia encontrar os parentes numa condição segura para o sistema – ou seja, sem imagens e registros de sua voz.
Não, o povo brasileiro não pode saber que Lula está vivo. Esta é a mensagem.
Mas por que tanto medo? Lula está sendo silenciado porque representa a lembrança de um tempo em que o Brasil era respeitado no mundo e os brasileiros sentiam-se confiantes e felizes.
É também silenciado pelo gigantesco contraste entre sua figura de luz e o aspecto soturno do bolsonarismo – um regime que exalta a morte, é acusado de ligação com milícias e propõe como saída para a insegurança pública que cada brasileiro tenha quatro armas de fogo.
Se não bastasse, temos também um ministro que nega a educação superior como direito fundamental e uma ministra suspeita de sequestrar crianças indígenas.
Mas é Lula, no entanto, quem está sequestrado.
O medo, porém, é desnecessário.
Lula tem demonstrado, na prisão, que sua verdadeira revolução é a resistência pacífica, que o torna vencedor mesmo nos momentos de aparente derrota.
Quando violentam as leis e agridem os direitos mais elementares de um cidadão – justamente aquele que é tido como o melhor presidente da história do Brasil – seus agressores apenas revelam ao mundo suas fraquezas, seu pânico, e fazem Lula ainda mais forte – o que torna o Nobel da Paz quase inevitável.
A se confirmar esse cenário, o que farão seus carrascos?
Et Urbs Magna via Br247

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Bia Lula, neta do ex-presidente Lula.

“Há 300 dias nosso pesadelo real começou. Meu avô foi preso. O biso da Analua foi sequestrado, colocado em uma sala e lá esquecido. Sim, esquecido. Somente nós da família sabemos a dor que está sendo vivenciar tudo isso. Eu, enquanto mãe da pequena grande Analua, sei a dor que é vê-la querendo falar com o “tiso” (ela o chama assim) pelo telefone, e não pode. Ela mesma já sabe o que falar de consolo para os momentos em que ela busca por ele. Nesses instantes, ela me olha, pega o telefone, finge ligar pra ele e então fala: “Alô, tiso? é a Lua. Bem? (tudo bem), ahhh tá trabalhando?” e faz cara de chateada. Automaticamente, ela olha pra mim e fala: “pouxaaaa, tiso tá trabalhando mamãe”, com bico no rosto, e então eu explico que o biso é um homem muito bom, generoso e não pode nunca deixar de trabalhar para ajudar as pessoas. Ela então bate palma e grita “êêê tiso, tiso, tiso”.
Vocês sabem a dor que é ver uma cena dessas? Vocês sabem o que é ver sua filha querer ter contato com o bisavô dela e não poder? Sua filha abraçar e beijar todos os dias um boneco do bisavô que temos em casa, fazer carinho, falar que sente saudade?
Não desejo para ninguém ver ou sentir o que sinto quando Analua fala sobre ele ou “conversa” com ele pelo telefone. É desumano, é doloroso. Minha filha não merece isso, eu não mereço isso, minha mãe, meus tios e primos também não merecem, mas sobretudo, meu avô, o gigante Luiz Inácio, não merece ser privado desse contato e dessa troca com as pessoas que ele mais ama, com a família que ele lutou para construir.
Se eu pudesse fazer um desejo meu se realizar, certamente seria o de vê-lo livre para que juntos consigamos viver em paz, ter nossos momentos, devolver a ele tudo que ele sempre mais quis conquistar e preservou enquanto deixaram, sua liberdade. Para que ele possa conviver com quem o cerca de amor, carinho, cuidado. Não podemos mais permitir que deixem ele lá, não podemos mais permitir que privem ele do contato com a família e, principalmente, com os netos que, sem entender nada, choram de saudade, perguntam, querem ligar, mas não podem.
Por favor, libertem ele, façam justiça.”

Bia Lula, neta do ex-presidente Lula.

#LulaLivre



Foto: Ricardo Stuckert

🇧🇷 😡 Inconstitucional 😡 🇧🇷

Sim, a ocupação militar israelense em Brumadinho foi ilegal!

"LEI Nº 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950.

  Define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento

Art. 5º São crimes de responsabilidade contra a existência política da União:

10 - permitir o Presidente da República, durante as sessões legislativas e sem autorização do Congresso Nacional, que forças estrangeiras transitem pelo território do país, ou, por motivo de guerra, nele permaneçam temporariamente;"

A lei é clara. A presença de tropas militares israelense no Brasil, temporariamente, na ocasião de Brumadinho, necessitava de autorização do Congresso. Sem autorização, o Presidente comete crime de responsabilidade, passível de afastamento do cargo. Além de ineficaz, a presença israelense foi criminosa. Imagine a reação da direita se fosse a Dilma trazendo tropas cubanas ou venezuelanas para o Brasil de forma igualmente irregular, cedendo parte do território para o trânsito de forças armadas de outros países. Bolsonaro se vende como um nacionalista, mas não cansa de ceder o próprio país a nações estrangeiras, das mais diversas formas possíveis. No próprio Brasil temos agentes treinados e competentes para essa missão. Obviamente, não se deve comprar teorias conspiratórias infundadas que falam de dominação israelense do Brasil, contudo, a sociedade deve fiscalizar com pleno rigor toda forma de intromissão estrangeira no País; principalmente no caso de uma ocupação militar irregular. Isso é questão de segurança nacional.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

"Parece que os requisitos para ter um cargo no alto escalão do governo são : não entender do assunto, não ter experiencia, ser de extrema direita, odiar Lula e o PT e ter uma visão totalmente equivocada do mundo que o cerca."


Análise de um Psiquiatra e psicanalista sobre Sérgio Moro. Aqui ele trás um diagnóstico de pacientes de (caracteres anais ) pra facilitar pra vcs Os ditos Perversos O caráter anal de Sérgio Moro é algo indisfarçável, vocês já notaram? Ele é apertado dentro dele como se não tivesse espaço nenhum, nunca vi nele um gesto espontâneo que denotasse vida viva, é econômico com sua fala medíocre de soquinhos, não tem um pingo de generosidade como é, aliás, típico dos caráteres anais quando estão muito doentes. Como tantos outros anais, Moro é cruel. Estamos tendo lições de crueldade da elite no poder, mas hoje o Moro se ultrapassou! Como será que que é viver nesse espaço psíquico apertado e cruel? Posso sentir daqui a coluna fecal que o sustenta e as ilhas de fezes mentais que cá e lá ele expele. Pobre ser, realmente um poveretto! Leopold Nosek. psiquiatra e psicanalista


Damares vai reavaliar indenizações pagas a vítimas da ditadura militar Jornal Valor Econômico Por Isadora Peron e Fernando Exman | De Brasília Nova responsável pela Comissão de Anistia, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, decidiu fazer um pente-fino nas indenizações pagas pelo Estado brasileiro a vítimas da ditadura militar. A ministra também poderá mudar a composição do colegiado, o que pode impactar diretamente as próximas concessões. Um dos casos que deve ser analisado em breve pelo colegiado é o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que tende a ser negado. Um ex-presidente da comissão afirmou, sob a condição de anonimato, que casos semelhantes ao de Dilma - que foi presa e torturada - sempre foram deferidos. "O caso dela se assemelha muito mais aos casos que historicamente foram deferidos pela comissão", disse. Auxiliares da ministra têm afirmado que a intenção do novo governo é abrir a "caixa-preta" do que chamam de excesso de benefícios já autorizados, além de passar a fazer uma análise "mais criteriosa" dos pedidos que ainda aguardam decisão. A princípio, essa revisão deve ficar restrita a indenizações pagas nos últimos cinco anos, mas há a possibilidade de ir além. Segundo a lei que criou a comissão, de 2002, o grupo de conselheiros elabora pareceres, mas o ministro tem a última palavra sobre os processos de reparação. Antes, essa prerrogativa era do ministro da Justiça. No entanto, o governo transferiu essa estrutura para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Uma das preocupações de quem atua na área é que os militares ganhem mais peso nas discussões e decisões da comissão. Também caberá à ministra a nomeação dos novos conselheiros. A última formação do colegiado era composta por 20 integrantes. Agora, ela tem carta-branca para escolher quem fará parte da comissão - e até para diminuir o número de conselheiros. A única exigência é ter ao menos um representante do Ministério da Defesa e um dos anistiados políticos. Desde que a Comissão da Anistia foi criada, em 2002, mais de 77,9 mil pedidos de reparações foram protocolados.
Desses, 39.329 foram atendidos. Hoje, há cerca de 13 mil pendentes. Em 2017, foram deferidos 52 processos e 129 indeferidos. Em 2018, foram autorizados 48 e negados 1.046. No total, o governo federal já pagou cerca de R$ 10 bilhões em indenizações. Há ainda o pagamento de R$ 7,5 bilhões que já foi autorizado, mas não foi realizado. Ex-secretário Nacional de Justiça, o advogado Beto Vasconcelos, do escritório Xavier Vasconcelos Valerim Advogados, disse que não está clara a motivação da medida. Para ele, mais importante do que a mudança administrativa em si, é saber quais foram as razões, pois isso poderá afetar direitos de reparação de pessoas que já estão em idade avançada. "Iniciativas de aprimoramento, integridade e, sobretudo, de transparência administrativa, são requisitos essenciais da atividade pública. O que se espera ser priorizado, também, é a identificação mais célere das vítimas da repressão do Estado, em especial, das pessoas mais simples que ainda não conseguiram acionar a Comissão de Anistia", afirmou. "Parece-me que a dívida que o Estado possui há anos com a sociedade é resolver o enorme passivo de processos de reparação e garantir efetivo processo de registro histórico sobre as violências estatais ocorridas nos períodos ditatoriais."




Entrevista com o advogado que visita Lula todos os dias


Aos 300 dias de prisão política, Lula tem em Manoel Caetano um interlocutor de todos os dias
Lula recebe a visita do advogado curitibano Manoel Caetano as tardes, com exceção de sábados e domingos. O advogado é quem traz informações sobre o andamento do processo, mas também acabou virando o amigo que debate a conjuntura política, que ouve as resenhas dos livros lidos pelo ex-presidente e testemunha momentos emocionantes como a visita do ex presidente do Uruguai, José Mujica. Em entrevista exclusiva para o Brasil de Fato, Caetano relata momentos marcantes destes encontros com Lula:
O ingresso de Caetano na equipe de defesa do ex presidente Lula se deu em 2017 quando o advogado Juarez Cirino deixa o processo. Era necessário um advogado em Curitiba para acompanhar de perto o andamento. Dois dias depois da prisão, Caetano tornou-se então o advogado que teria autorização para as visitas diárias.
Ana Carolina Caldas e Pedro Carrano
Brasil de Fato.Como acontece a sua designação para ser o advogado de Lula aqui em Curitiba?
Manoel Caetano: Quando o Juarez Cirino, criminalista, que era o advogado de Curitiba deixou a equipe de advogados que defendiam o ex-presidente Lula, ficaram sem ter alguém para o apoio aqui em Curitiba. Pela afinidade com a causa, pois eu já tinha feito trabalhos no processo de impeachment da presidente Dilma e pela amizade que eu tinha com o Dr. Roberto Teixeira, que é o advogado também do Lula, eu assumi a defesa para dar um apoio aqui na Vara Federal de Curitiba e no Tribunal Regional Federal, ambientes que eu já transito. Em 2017, eu ingressei no processo como um dos defensores. Quando o presidente Lula é preso eu fiquei incumbido de fazer visitas a ele por ser aqui da cidade. E, justamente por ele estar em uma sala sozinho, sem contato com outras pessoas, estas visitas tornam-se muito importantes. Desde que ele está aqui, eu vou lá praticamente todos os dias, menos sábado e domingo.

Como foi a primeira visita?
No passado me encontrei uma vez com o Lula muito rapidamente. Nunca tínhamos ficado os dois conversando. Então, dois dias depois da prisão do presidente, eu já fui lá. Fiquei pensando como iria iniciar essa conversa com ele. O que eu vou dizer para ele. Pois até hoje as pessoas que vão visitar, pensam que irão encontrar uma pessoa triste, de cabeça baixa. Cheguei lá, ele já me chamou pelo nome pois sabia que era eu que iria visita-lo como advogado. Falei que tínhamos algo em comum, que meus pais eram da cidade que fica a 50km de Garanhuns, a cidade que Lula nasceu. Daí em diante, fomos transformando estas visitas em amizade.
Sobre o que vocês conversam nestes encontros diários?
As conversas se iniciam com as informações sobre o andamento do processo, as sugestões do Lula que são passadas para a equipe jurídica. Depois, também falamos sobre a conjuntura política, vida pessoal. Ele conta várias histórias da vida dele. Para mim, tem sido uma experiência muito enriquecedora pois o presidente Lula é um homem muito culto e extremamente inteligente.
Qual o principal hábito dele no dia a dia?
Ele está lendo muito. Logo nos primeiros meses o Franklin Martins mandou um livro que mais de 700 páginas, chamado “Um defeito de cor”. Lembro que o Lula chegou a brincar com o tamanho do livro e disse, “mas quanto tempo será que ele pensa que vou ficar aqui?” Ele quer que a gente leia os livros para debater com ele.
Ele não poder receber visitas nos finais de semana o que dá um papel importante para a Vigília Lula Livre…
Lula tem um carinho especialíssimo pelo povo que fica na Vigília. Fala deles quase todos os dias. Para ele são fundamentais a existência e a resistência da vigília. Na minha análise, tem sido muito importante para manter o alto astral dele, em especial nos finais de semana quando não recebe visitas. Ele escuta tudo, as cantorias, o Bom Dia, o Boa Tarde e o Boa Noite.
Como é o Lula há 300 dias preso?
Posso dizer que ele está bem na medida de alguém que está preso. Em alguns momentos ele expressa revolta contra o sistema de justiça e todo este processo arbitrário de uma condenação sem provas. O incrível é que ele se mantém bem psicologicamente, está bem fisicamente, já teve algumas visitas médicas. Fazem bem as visitas da família, é o momento de festa mesmo. As visitas de cunho religioso também, porém agora houve uma decisão da justiça proibindo estas visitas que suponho farão falta para ele.
Você sendo interlocutor dele, já teve que conter a emoção?

Parece surreal. Muitas vezes vendo ele lá e sabendo de todo o processo, parece que não estou dentro da realidade. Lula sempre diz uma frase que o “ser humano tem uma enorme facilidade de se adaptar as realidades mais adversas”. Então isso acabou acontecendo com a gente depois de todos estes dias. Mas, no começo, nas primeiras vezes eu olhava para aquilo tudo e não me parecia que era verdade. Uma vez ele teve que escrever um bilhete para alguém, e a sala é retangular e ele ficou a uma certa distância e eu observando (interrompe emocionado...) bem, continuando eu me afastei e não suportei, comecei a chorar de ver aquela cena.
E como foi testemunhar visitas ilustres como Jose Mujica e tantos outros?Os momentos mais bonitos que eu testemunhei foram estas conversas com grandes amigos do Lula. Na conversa que ele teve com Mujica eu estava junto. E ver aqueles dois senhores donos de histórias tão importantes, conversando frente a frente, foi de muita emoção. A maioria das pessoas sai dizendo “olha presidente viemos aqui preocupados em trazer consolo e estamos saindo muito melhores do que entramos”. Lembro também da visita do ex-presidente da Colômbia (Ernesto Samper), o ex-prefeito da Cidade do México (Cuauhtémoc Cárdenas). O Lula, inclusive lembrou dos filhos dele, o que fez o Cárdenas se emocionar.
O Lula mandou dias desses um recado para o Chico Buarque?
Sim, mandou porque soube da morte da Miucha, irmã do Chico. Quando o Chico recebeu ficou emocionado, com a voz embargada e disse que não acreditava que o Lula ali preso ainda tivesse preocupações tão sensíveis com as pessoas.
Tem algum momento de tristeza do Lula que lhe marcou?
Faleceram alguns amigos do Lula. Então ele sentiu muito a morte, por exemplo, do advogado Dr. Rossi. E, mais recentemente sentiu a morte do Sigmaringa Seixas, que era um grande amigo. Essas notícias fizeram com que ele ficasse triste.
E os dias que anunciavam a possibilidade de soltura, o que acontecia?
Naquele domingo (dia 8 de julho) que aconteceram inúmeras decisões, ele, pessoalmente não acreditava que fosse sair. Porém, na parte da tarde o próprio pessoal da Polícia Federal chegou a dizer para ele que sairia. O que fez como que ele arrumasse as coisas, escreveu bilhete para o pessoal da Vigília. Mas daí acabou que tendo que ficar outra vez.
Como é a rotina de um dia do Lula na prisão?

Ele acorda, toma café, vai ler e escrever. Normalmente na hora que vai para fora faz os exercícios físicos, almoça. A tarde descansa, volta para as leituras e fazemos nosso encontro lá por volta das 15h30. Faz esteira dentro do quarto. A noite janta e fica até tarde lendo. Não assiste TV todos os dias, não.
Qual o sentimento atual dele?
Como ele tem a absoluta certeza que é inocente, acredita que será absolvido. Tem uma força incrível e não perde a esperança e não nos deixa perder também. Apesar de todas as dificuldades ele tem o pensamento que a justiça prevalecerá no final.

Foto: Denise Veiga
Da pág da Vigília Lula Livre.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

DESASTRE ANUNCIADO



Faço dela minhas palavras:
DESASTRE ANUNCIADO
Por Malu Aires

Se era o que faltava, não falta mais.
A Bolsa despencou, depois que os jornais do mundo não entenderam aquela aparição desconcertantemente alaranjada, em Davos.

Corre fofoca de que correu fofoca nos corredores do evento, envolvendo os Bolsonaro à morte de Marielle.
Marielle é nome vivo na Europa. Uma rua na Alemanha leva seu nome e, lá, não há milicianos arrancando e quebrando placas.

O discurso nervoso, inseguro, despreparado, vago, explica porque não fazia sentido torturar os espectadores com mais 40 minutos daquele horrorshow.

Todo mundo quer tapete vermelho, avião oficial, caviar, champanhe a bordo, hotel 8 estrelas. Trabalhar que é bom...
Quando entraram no AeroLula, esqueceram o caderno da lição, em casa.
Desde junho do ano passado, Bolsonaro evita apresentar projeto de governo para a economia. Ele não tem ideia de como fazer isso.
O Mercado precisa de palavras gentis para ações hostis. Bolsonaro não entende nada disso e Guedes nunca deu satisfação dos seus rolos.

Guedes e Bolsonaro não se entendem porque Bolsonaro não entende. Bolsonaro leva comitiva pra Davos, convida o filho racista pro passeio e, em 6 minutos, faz o Brasil perder bilhões com o mercado árabe.

Longe de ser um orador, Bolsonaro ainda sofre com dificuldades de leitura. Não serve nem pro papel.

Bolsonaro está isolado. Ele, Eduardo e nada de assessores para ajudá-los, nem com o inglês básico. A família se cercou, por 30 anos, de funcionários fantasmas que não são úteis, hoje.

O brasileiro acorda todo dia e tem que encarar essa farsa. Vendo essa gente desonesta e perigosa, se apropriando de tudo que é público e tratando como privado.

O brasileiro precisava encarar a patifaria, sofrer, diariamente, com o descaramento, para voltar a ter orgulho de si mesmo.
O "eu avisei" é libertador, pra todos os trabalhadores que foram ameaçados, em 2018, porque já sabiam.

A cara de atropelado por um guindaste, do Jair, é muito boa de se ver. É bom ver o coiote levando rasteira do papa-léguas. É bom ver que o castigo vem mesmo a galope. Isso dá esperança pra gente cansada de injustiça.

Jair, o vexame de Davos, continua sendo o mito dos abobalhados que não têm noção do porquê um país precisa de um Presidente da República.

Bolsonaro, acreditou que seria a estrela de Davos. Mas estrela que não brilha é buraco negro.

Em 2010, Davos deu a Lula, o prêmio inédito de Estadista Global.
Bolsonaro foi lá se medir a um Estadista Global e perdeu a oportunidade de ficar aqui, quieto, escondido no Einstein.

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